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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PRIMAVERA DO LESTE: CASOS DE AIDS PREOCUPA


Em Primavera do Leste, no ano de 2012 foram registrados 23 novos casos de portadores do vírus HIV em contraposição com 24 notificados em 2011 contabilizando uma redução de apenas um caso. Em 2013 já são seis novos casos detectados.

Esses dados são preocupantes conforme relata a assistente social do Programa de DST/AIDS da secretaria de Saúde do município, Maria Roseli Correia. “Há um boom na cidade em HIV. Primavera ocupa o 100º lugar no ranking de municípios brasileiros em casos de Aids, segundo relatório de 2012”, revela Roseli. 

Ela atribui a alta incidência da doença no município ao fato de haver em Primavera uma grande rotatividade da população, ser um lugar de rota de viagem, haver muitas casas de prostituição na cidade e muitos trabalhadores rurais.                                         

Para tratar da doença, a rede pública de saúde de Primavera  possui equipes multiprofissionais que atendem no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA ) onde é feita a testagem e diagnóstico da Aids. Caso o teste confirme a existência da doença, o paciente será acompanhado por um infectologista.

De acordo com a assistente social, atualmente, são mais de 200 pessoas infectadas com o vírus que participam do Programa de DST/AIDS recebendo  o tratamento. Ela afirma que  o tratamento oferecido pela secretaria de Saúde é completo. “O CTA faz o acolhimento da pessoa e caso o diagnóstico seja positivo, o paciente é encaminhado para o tratamento especializado. A rede pública também disponibiliza os medicamentos que o paciente deverá tomar”, conta.

Roseli destaca que, quando o paciente procura a rede pública ele, frequentemente, já está debilitado com alguma doença oportunista. Entre os sintomas aparecem perda brusca de peso, diarreia que não cessa e febre persistente entre 36 e 37 graus. 

Hoje, a sobrevida de uma pessoa com Aids é longa caso a pessoa siga todas as recomendações médicas para se preservar e ficar menos vulnerável. Mas Roseli ressalta que, caso  o paciente não tomar os devidos cuidados a sobrevida se reduz a pouco mais de cinco anos.

“Nós dizemos que ninguém morre de Aids, mas de doenças oportunistas. Se o paciente fizer o tratamento direito, atualmente, já conhecemos casos de sobrevida de até 30 anos”, destaca Roseli.   


fonte: clique F5

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