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quinta-feira, 22 de maio de 2014

COLUNA DO JORNALISTA TÚLIO LEMOS


O que uma aliança política não faz. Vários políticos que estão pedindo votos contra Eduardo Campos, foram hoje beijar sua mão e até tirar fotos ao seu lado. Tudo em nome da democracia, que muda de nome de acordo com as conveniências.

PRESIDENTE
Diante da avalanche de ‘notícias’ a respeito das ações do presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, de que ‘Henrique resolveu isso, Henrique resolveu aquilo, Henrique viabilizou aquilo outro…’, um gaiato soltou: “Não seria melhor a gente votar em Henrique para presidente da República? Esse é o homem que resolve tudo”.
MUDANÇA
Facilmente perceptível a mudança de alguns deputados que eram favoráveis ao impeachment, após a chave de roda de seus líderes políticos. Estão até desconhecendo que foi o MARCCO que produziu a documentação para amparar juridicamente o pedido. O fato de ter sido assinado por pessoas físicas, não invalida a origem do documento, feito e apoiado pelas instituições que integram o MARCCO.
HOSPITAL
A governadora Rosalba Ciarlini havia prometido que a construção do Hospital de Trauma em Natal, seria a marca de sua gestão na capital. Chegou até a visitar o terreno onde seria construído o hospital. Nada foi feito. A única coisa concreta do Governo foi modificada ontem, por obra do próprio Governo.
HOSPITAL II
O secretário de Finanças do Governo, Obery Rodrigues, foi escalado pela governadora para ir a Assembleia justificar a retirada dos R$ 59 milhões para a construção do Hospital de Trauma, dinheiro previsto em um empréstimo já aprovado na Assembleia. A Rosa tirou o dinheiro do hospital para a segurança.
ARTICULAÇÃO
Por falar em Rosalba Ciarlini, seu Governo perdeu um grande articulador e gerenciador de crises. O procurador Miguel Josino cumpriu missões de negociar com servidores e outros poderes, quando já não havia mais o que fazer, pois havia sido feito tudo errado. Mesmo assim, obteve exito na maioria das missões.
MALDIÇÃO
Quem observa e acompanha eleições e posses em Natal e no Governo do Estado, afirma que a maldição do afastamento feriu de morte duas gestões: Micarla e Rosalba. A Borboleta ganhou em primeiro turno com poucos aliados; logo em seguida, afastou-se dos aliados e aliou-se aos adversários. O resultado todo mundo já sabe.
MALDIÇÃO II
A governadora Rosalba Ciarlini também seguiu o mesmo roteiro de Micarla. A Rosa ganhou em primeiro turno com poucos aliados. Após a posse, expulsou aliados e uniu-se a adversários. O resultado tem sido semelhante ao de Micarla.
MALDIÇÃO III
O prefeito Carlos Eduardo ganhou a eleição contra quase todos, incluindo sua própria família. Depois da posse, afastou-se dos aliados e hoje está unido aos adversários. Se o final do filho de Agnelo será igual a Micarla e Rosalba, só o tempo dirá.
PERSONAGEM
Um personagem acompanhou a trajetória de decadência de Micarla e Rosalba: Henrique Alves. Ele articulou o acordão em favor de Fátima Bezerra contra Micarla; depois, sugou as últimas forças da Borboleta no Governo municipal indicando secretários e a abandonou no final.
PERSONAGEM II
Henrique quase briga com o primo-irmão Garibaldi para trabalhar contra Rosalba. Um ano depois da posse, já estava ao lado da Rosa indicando e sugando sua gestão. Um ano antes do fim, ele abandonou Rosalba com discurso que quer salvar o RN, cuja gestão ele mesmo participou.
PERSONAGEM III
Com Carlos Eduardo não foi diferente. Henrique gastou quase R$ 10 milhões do PMDB para derrotar Carlos Eduardo; tentou torná-lo inelegível; não conseguiu. Menos de um ano depois, já está apoiando sua gestão e compartilhando o mesmo palanque.
VAMPIRO
A conclusão que se chega é que Henrique é o verdadeiro “Vampiro Governista”. Ele tira todo o sangue da gestão, consegue afastar quem ajudou a eleger o governante e suga as forças até deixá-lo inviabilizado politicamente. Com Micarla e Rosalba foi exatamente isso que ocorreu. Com Carlos Eduardo, ainda há tempo do filho de Agnelo buscar um banco de sangue. Ou virar um Zumbi político.
DESISTÊNCIA
Frase do auditor e gozador permanente Galileu Torres, sobre a desistência de candidatura do ex-deputado Álvaro Dias, : “A matéria prima em eleição é voto. Álvaro Dias desiste de candidatura por absoluta falta de matéria prima”.

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