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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

COLUNA DO JORNALISTA TÚLIO LEMOS (JORNAL DE HOJE)

O Governo Rosalba Ciarlini brada aos quatro cantos que não tem dinheiro suficiente para pagar a folha do funcionalismo em dezembro. Para isso, criou até uma fusão de fundos da Previdência para poder retirar recursos e quitar a folha. Mas será que o Estado realmente está sem dinheiro?
NEGOCIAÇÃO
Um empresário contou à coluna que foi chamado pela cúpula do Governo para negociar o pagamento de sua dívida. O grave é que a ‘negociação’ envolveria o pagamento total do débito, mas com a redução do valor real a ser recebido pelo empresário.
GRAVIDADE
Duas coisas chamam a atenção nessa informação: A primeira é o fato de que, se não há dinheiro para pagar a folha dos servidores, não deveria ter também para pagar a fornecedores; a outra é que essa ‘negociação’ pode significar que alguém estaria se beneficiando com parte do pagamento.
INVESTIGAÇÃO
O fato poderá ser realmente descoberto nos primeiros dias do futuro Governo Robinson Faria. Basta checar a lista dos últimos pagamentos efetuados pela gestão Rosalba, especialmente no mês de dezembro, a fornecedores e prestadores de serviços. Quem receber dinheiro da atual gestão, vai terminar passando por uma verdadeira investigação sobre os reais motivos do pagamento e a forma como foi procedida a ‘negociação’.
VETO
O deputado Henrique Alves já tomou conhecimento de forma oficial, do veto da presidente Dilma Rousseff ao seu nome para o ministério. Em conversa com seu vice, Michel Temer, Dilma disse que não vai nomear ninguém que esteja envolvido nas denúncias do Petrolão, o esquema de corrupção na Petrobras.
VETO II
Henrique disse a Michel Temer que concordava com a decisão da presidente Dilma e que gostaria que os fatos fossem esclarecidos. Portanto, agora é oficial: Henrique não será nomeado ministro por causa do envolvimento de seu nome no escândalo.
BENEFÍCIO
O fato de Henrique Alves não ser nomeado para o segundo mandato da presidente Dilma, representa uma perda para o RN. Afinal, na condição de ministro da Integração, ele poderia viabilizar recursos para o Estado. Aqui não trata-se de querer ou não que ele assuma o cargo. É fato que, desde o início, alguns já sabiam que o envolvimento dele no esquema, seja verdadeiro ou não, prejudicou demais sua nomeação.
SILÊNCIO
A parte mais sensível do ser humano é realmente o bolso. A OAB ficou calada o tempo inteiro a respeito das suspeitas de superfaturamento na licitação milionária da Urbana. Chegou a ceder seu auditório para a encenação do edital, que acabou cancelado pela Justiça. Agora, foi rápida para defender seus próprios interesses.
TRIBUTO
Bastou o prefeito Carlos Eduardo atentar contra os interesses financeiros de advogados e outros profissionais liberais, para que a OAB realizasse imediatamente uma reunião de urgência para combater o projeto e discutir de forma mais aprofundada. Quando mexeu no bolso do contribuinte, a entidade ficou calada; quando mexeu no próprio, a história foi outra.
POSIÇÃO
O deputado estadual Fernando Mineiro é um dos melhores quadros da política recente de nosso Estado. Estudioso e bom argumentador, participa de discussões para defender ou criticar sempre de forma aprofundada. Mas, como todo político, enfrenta problemas de definição política entre ser Governo, com bônus e ônus, e ser situação somente quando lhe é conveniente.
DIVERGÊNCIA
Ontem houve uma discussão na Assembleia, em que Mineiro discutiu fortemente com seu futuro líder de bancada, José Dias. O tema descambou dos assuntos locais e foi parar na corrupção da Petrobras, assunto indigesto que o PT ainda não conseguiu resolver e tem dificuldades para tratar.
FUTURO
Na verdade, há quem veja nas posições do deputado Fernando Mineiro, muito mais as de um candidato a prefeito de Natal do que de um deputado a defender os interesses da nova gestão. Essa posição hermafrodita política poderá criar problemas em seu próprio grupo político.
ROBIN HOOD
O prefeito Carlos Eduardo foi chamado de Robin Hood ao contrário. Justamente pelo fato de que enviou, de forma sorrateira, sem discussão com a sociedade, um pacote de maldades com aumentos de impostos, taxação de templos religiosos e perdão de dívidas de empresários. O filho de Agnelo quer tirar dos pobres para dar aos ricos. Sua vida só se complica ainda mais para o futuro.

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