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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

COLUNA DO JORNALISTA TÚLIO LEMOS (JORNAL DE HOJE)

O governador eleito Robinson Faria falou ontem com sua equipe de futuros auxiliares. Após o anúncio, reuniu o grupo e falou nos compromissos assumidos com a população e as metas que precisam cumprir. Falou também a respeito de algo incomum para governantes e secretários: humildade.
NOVIDADE
Geralmente, o governante se acha o rei, intocável, o sabe tudo que não erra nunca. Robinson tem tudo para não repetir esse erro. A vantagem dele é que já começou falando no tema, que geralmente só é usado quando as vacas estão magras e a campanha está em curso. Falar em humildade antes da posse é uma novidade. O que espera-se é que a humildade verbalizada seja realmente materializada.
ARROGÂNCIA
Quando o próprio governador fala em humildade para seus secretários, espera-se que haja também esse sentimento por parte da equipe. Geralmente, principalmente os novatos, são contaminados pelo vírus da arrogância sem notar; mudam comportamento, se acham a superioridade em pessoa e não observam que o comportamento equivocado afasta as pessoas e produzem catarata gerencial em quem imagina ver com lentes de aumento. Inversão perigosa.
SENSIBILIDADE
A coluna insiste no tema comportamental justamente porque é algo que quase ninguém aborda. A maioria acha que a qualificação profissional, associada a um passado limpo, são suficientes para o bom desempenho de um gestor. Quase todos têm currículos semelhantes. O que difere o gestor é seu comportamento diante dos demais e sua sensibilidade diante dos problemas e das sugestões.
MUDANÇA
Um secretário sabe tudo quase não deixa seus subordinados falar, não permite receber sugestões e sempre tomou conhecimento antes de todos daquela idéia que na verdade nunca havia pensado. É preciso ouvir, conhecer, visitar e discutir em busca de soluções. Essa é a verdadeira mudança em relação a governos anteriores. O governador pediu humildade e destacou também um item obrigatório: honestidade. Alguns não sabem o que significa humildade; outros, serão forçados a exercer a função com honestidade.
VISITAS
O principal diferencial de Robinson Faria poderá ser sua visita permanente aos locais em que o Estado presta serviço à população. Nada de visita anunciada. Só serve para aparecer bem na mídia e não resolve o problema. Ele tem que visitar o Hospital Walfredo Gurgel de surpresa; encontrar o local como a população é acostumada a ser recebida; em horários diferenciados e em dias alternados. O Walfredo é apenas um exemplo.
NAS RUAS
Assim como o Walfredo Gurgel, o governador terá que visitar, sempre de surpresa, as centrais do cidadão, os hospitais regionais, as delegacias de bairro e as especializadas. A presença do governador é insubstituível. Com isso, ele força os secretários das pastas a também sair do gabinete e verificar também a realidade.
REALISMO
A visita aos locais substitui as informações maquiadas de comissionados bajuladores e incompetentes. A realidade precisa ser vista sem maquiagens, sem retoques de gambiarras feitas somente para agradar a autoridade que visita naquele momento. Se Robinson quer ser um gestor inovador e moderno, não precisa de muita coisa. Basta se transformar no cidadão comum por alguns momentos; com a diferença que o cidadão só pode reclamar sem resolver. O governador pode resolver sem reclamar. Ficar no gabinete é produzir a clausura da ineficiência.
HONESTIDADE
Robinson Faria também disse aos seus comandados que honestidade é obrigação. Todo mundo sabe disso. Mas nem todos cumprem com sua obrigação. É preciso fechar as brechas que permitem a roubalheira e ser absolutamente intolerante com casos de corrupção em seu Governo. Quem tentar ser diferente nessa área, deve merecer demissão sumária que sirva de exemplo aos demais e não macule a imagem da gestão. O ‘rouba mas faz’ está fora de moda; tem que fazer sem roubar.
ACESSO
A imprensa é porta voz da população. Os secretários são gerentes pagos pelo povo para prestar serviço e informação. Portanto, quem se acha intocável, não concede entrevista, é alheio à imprensa, inacessível, deve buscar outro caminho. Os que tentaram agir assim, foram execrados pela população. Transparência caminha junto com acesso fácil. Quem quiser fazer o contrário, cairá mais cedo ou mais tarde.
VOTO
O deputado Ricardo Motta fortalece a cada dia sua recondução ao cargo de presidente da Assembleia. O pai de Rafael tem recebido apoios e declarações de voto de diferentes siglas e grupos. Agora foi a vez de Agnelo Alves, o mais experiente parlamentar do RN: “A Assembleia Legislativa não tem porque inventar nomes que não sejam aqueles já aprovados por sua atuação, como é o caso do presidente Ricardo Motta. Votei nele no meu primeiro mandato duas vezes e vou votar nele novamente”.

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