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domingo, 16 de outubro de 2016

TEMER 2018

Depois de declarar que “jamais” seria candidato à reeleição, ministro do governo Temer já começou a lançar balão de ensaio admitindo possibilidade do atual presidente disputar à Presidência da República. 
Está com cheirinho de FHC quando mudou a Constituição para ser reeleito. 
MARINA DIAS
DE BRASÍLIA

Folha de São Paulo
Enquanto o PSDB, fiel da balança para as medidas de ajuste fiscal do governo federal, trava acirrada disputa interna para definir um nome à sucessão presidencial, auxiliares do presidente Michel Temer defendem que ele não acene abertamente à corrida de 2018 antes de resolver a crise econômica.
Secretário de Parcerias de Investimentos e próximo do presidente, Moreira Franco disse à Folha que o PSDB é “fundamental” para a gestão Temer, mas que “não é possível” fazer projeções eleitorais antes de acabar com os problemas econômicos.
“O presidente não tem nenhuma possibilidade de colocar um projeto eleitoral no futuro. Se resolver a crise econômica, aí teremos expectativa de poder. Se não, não teremos”, sustentou Moreira.
Responsável pela articulação política do Planalto, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) ecoa o colega de Esplanada. “Tem que resolver os problemas do país. Só nisso que pensamos e ponto final”, declarou.
O discurso funciona como uma espécie de vacina em pelo menos duas frentes. Primeiro, para as especulações de que Temer pode se candidatar à reeleição em 2018 caso seu governo tenha êxito em resolver a crise.
Segundo, para a possível aliança entre PMDB e PSDB para a disputa daqui a dois anos, que já começou a ser projetada nos bastidores por caciques de ambos os lados, mas que o Planalto prefere levar com mais cautela.
Temer tem negado disposição em concorrer à reeleição, enquanto dirigentes tucanos colocam-se como cada vez mais “imprescindíveis à sobrevivência” do governo, principalmente após o resultado das eleições municipais.
PSDB elegeu 793 prefeitos no primeiro turno e se consolidou como a segunda maior força política do país, atrás apenas do PMDB.
Peemedebistas e tucanos sabem que a aliança entre PSDB e PMDB –e o êxito do governo federal– são fundamentais para o sucesso nas eleições de 2018 e que, por enquanto, os dois partidos precisam conviver bem.
“Essa eleição foi um resgate para nós. Vemos agora que os mais condenáveis instrumentos foram usados para manter o PT no poder. A população compreendeu e fez um gesto a um partido que não mudou de lado e tem mostrado apoio a Temer”, afirmou à Folha o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

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