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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

FUTEBOL: QUE FIM LEVOU?

TONINHO CEREZO


por Rogério Micheletti
 
Antônio Carlos Cerezo, o Toninho Cerezo, ex-volante da Seleção Brasileira, Atlético Mineiro, São Paulo e outras equipes, trabalhou como técnico no futebol japonês, após dirigir com competência o Vitória e em março de 2006 voltou ao Brasil para assumir o Guarani de Campinas (SP).

Em seu primeiro jogo no comando do Bugre venceu o Santos por 2 a 1. A equipe da Vila era líder da competição estadual.
 
Em 3 de dezembro de 2011 aceitou o convite do Vitória para comandar a equipe no Campeonato Baiano e Brasileirão Série B do ano seguinte. Porém, em 5 de abril deixou o controle da equipe.
 
Nascido no dia 21 de abril de 1955 (no Almanaque do São Paulo, no entanto, consta que seu nascimento foi em 1956), em Belo Horizonte (MG), Toninho Cerezo foi um volante com estilo clássico. De família humilde, o pai dele trabalhava como palhaço para sustentar a família. Em alguns shows na periferia de BH, o filho o acompanhava. Antônio Carlos Cerezo estreou no Galo no início dos anos 70, teve uma passagem por empréstimo pelo Nacional (AM) e retornou ao time Mineiro, em 1978. No mesmo ano, mostrando um grande futebol, Cerezo foi convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo da Argentina.

No Mundial da Espanha, em 82, Cerezo voltou a ser chamado, desta vez pelo técnico Telê Santana. Ele formou ao lado de Falcão, Sócrates e Zico um dos melhores meio-campo da história do futebol mundial. Mas nem tudo foi alegria naquela competição. Cerezo sofreu duras críticas por ter falhado em um dos gols marcados pela Itália, que derrotou o Brasil, por 3 a 2, e assim eliminou o forte time canarinho da competição.

No ano seguinte, o volante deixou o Galo para desfilar seu talento no futebol italiano, primeiro na Roma e depois na Sampdoria, clube no qual conquistou vários títulos. Já veterano, Toninho Cerezo retornou ao futebol brasileiro em 92. Indicado por Telê Santana, Cerezo foi defender o São Paulo e mais uma vez brilhou.

Ele ajudou o Tricolor do Morumbi a conquistar vários títulos, entre eles o Paulista de 1992, e o bi-campeonato da Libertadores e do Mundial Interclubes de 1992/93. Aliás em 1993, aos 38 anos, foi escolhido o melhor em campo na final do Mundial, entre São Paulo e Milan.

Antes de encerrar a carreira de jogador, Cerezo defendeu o Cruzeiro, em 94, o extinto Lousano Paulista, em 95, o América-MG, em 96, e encerrou a carreira no Atlético-MG, no dia 4 de agosto de 97, em um amistoso contra o Milan que terminou empatado em 2 a 2. Como treinador, passou pelo Guarani, mas, no entanto, Toninho Cerezo não conseguiu salvar o alviverde do rebaixamento no Paulistão e, após a eliminação da equipe na Copa do Brasil (foi derrotado pelo Flamengo), o ex-volante deixou o Brinco de Ouro da Princesa. Em 2008, ele dirigiu o Al-Shabbab, dos Emirados Árabes Unidos, onde foi campeão nacional.

Em 27 de maio de 2010 foi anunciado como técnico do Sport Club do Recife para substituir Givanildo Oliveira, no Campeonato Brasileiro da Série B. Após quatro sem vitória, foi demitido em agosto. Para seu lugar foi contratado Geninho.

Números pela Seleção, pelo São Paulo e pelo Galo
Toninho Cerezo foi convocado para defender a Seleção Brasileira pela primeira vez em 1977. Até 1985, sua última convocação, o meio-campista fez 73 partidas pelo time canarinho. Foram 51 vitórias, 18 empates e quatro derrotas. No livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, consta também que Toninho Cerezo marcou cinco gols pela seleção principal.

E como mostra o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa, Toninho Cerezo atuou pelo Tricolor paulista entre 1992 e 1995 e nesse período realizou 72 partidas (37 vitórias, 22 empates e 13 derrotas) e marcou sete gols pelo São Paulo Futebol Clube.

No Galo, Cerezo disputou 400 partidas e fez 53 gols. Ele chegou a ser técnico do time de Belo Horizonte em 1999.

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