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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ALCAÇUZ: DETENTO BALEADO EM TENTATIVA DE FUGA

Christiane Mussi Do G1 RN

Local por onde o preso tentou escapar do presídio (Foto: G1 RN)Local por onde o preso tentou escapar do presídio (Foto: G1/RN)


O clima em Alcaçuz ainda é de tensão. Rebelados desde o último dia 14, a Secretaria de Justiça e da Cidania do Rio Grande do Norte (Sejuc) confirmou uma tentativa de fuga durante a madrugada desta segunda-feira (23), mas que terminou sem sucesso para os detentos. Alcaçuz fica em Nisía Floresta, cidade da Grande Natal.


Agentes do presídio, o maior do estado, evitaram a fuga do primeiro preso que foi baleado no braço ao tentar pular de um dos alojamentos por uma rede pendurada do lado de fora. Por conta da ação, outros presos desistiram da fuga e recuaram.
Nesta segunda, policiais da Força Nacional e agentes penitenciários encontraram um terceiro túnel escavado para fuga de detentos. A Sejuc afirma que ninguém fugiu.
No domingo (22), um policial da Companhia de Policiamento de Guarda (CPGD) divulgou um vídeo denunciando as condições precárias das guaritas em Alcaçuz.
Rebeliões
Os presos estão rebelados desde o dia 14, quando pelo menos 26 detentos foram mortos. Na quinta (19), após novo enfrentamento em Alcaçuz, muitos presos ficaram feridos. A PM confirmou que há novos mortos dentro da unidade, mas não informou o número.

No último sábado (21), enquanto um muro de contêineres era posicionado dividindo as facções, equipes do Instituto Técnico de Perícia (Itep) encontraram e recolheram duas cabeças, um antebraço, um braço e uma perna.
Os contêineres, cada um com 12 metros, formarão um muro de concreto de 90 metros de extensão. O governo diz que que a construção de um muro permanente no local levará 15 dias.
Em Alcaçuz, detentos circulam livremente dentro dos pavilhões desde março de 2015, quando uma série de rebeliões destruiu as grades das celas. Na manhã desta segunda-feira, os detentos continuam no telhado.
Presos continuam sobre os telhados da penitenciária  (Foto: Fred Carvalho/G1)Presos continuam sobre os telhados da penitenciária (Foto: Fred Carvalho/G1)
Em Alcaçuz, muro feito de contêineres tem a primeira fileira pronta; uma segunda ainda será erguida sobre a base (Foto: Fred Carvalho/G1)Em Alcaçuz, muro feito de contêineres tem a primeira fileira pronta; uma segunda ainda será erguida sobre a base (Foto: Fred Carvalho/G1)
Presos soltos e armados
Para a Polícia Militar, a missão de separar os presos com o muro objetiva "preservar vidas". Foi o que disse o comandante geral da corporação, coronel André Azevedo, em entrevista no final da tarde do sábado após a primeira fileira de contêineres ficar pronta. Apesar disso, os detentos permanecem soltos e armados.

Ainda durante a entrevista, o comandante destacou que caçambas recolheram uma grande quantidade de entulhos e muitas barras de ferro que eram usadas como armas pelos presos. Mas, não deu prazo para que o Estado faça uma intervenção em busca de armas de fogo e armas brancas.
Apesar da separação feita pelo muro de contêineres, os detentos de Alcaçuz permanecem soltos pela unidade. (Foto: Fred Carvalho/G1)Apesar da separação feita pelo muro de contêineres, os detentos de Alcaçuz permanecem soltos pela unidade. (Foto: Fred Carvalho/G1)

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