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quarta-feira, 12 de abril de 2017

POLÍTICA POTIGUAR

Notas e opinião
A união de Robinson e Carlos Eduardo para 2018
O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), tem sido errante quando o assunto é 2018. Reeleito em 2016 com mais de 60% dos votos em Natal e com o apoio de adversários do atual governador, Robinson Faria (PSD), Carlos Eduardo estaria vislumbrando a possibilidade de se aliar ao chefe do executivo estadual para se candidatar ao Senado apoiando a reeleição de Robinson Faria. Para tanto, o prefeito teria de romper politicamente com o grupo composto pelos senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM), grupo este liderado pelo ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB). Há notícias dando conta de que Robinson e Carlos Eduardo não estariam tão distantes como em anos recentes. E que, para os dois, a melhora solução política seria a união. Dessa forma, ambos ficariam fortalecidos para enfrentar as urnas em 2018 com chances reais de sucesso. Para desespero de eventuais adversários.
>> Lavajatense. A possibilidade de aliança com Robinson agradaria a Carlos Eduardo devido, principalmente, ao fato de que, assim, ele se afastaria da liderança e consequentemente do palanque em que muito provavelmente estaria o ex-ministro Henrique Alves. Lavajatense de carteirinha, Henrique está comprometido até a medula com a necessidade de se defender das mais diversas acusações advindas de desdobramento da Operação Lava Jato. E, aqui no Rio Grande do Norte, muito provavelmente Henrique não estará só nessa jornada.
>> Defesa. Por falar em Henrique Alves, o ex-ministro desponta no cenário da Lava Jato com um batalhão de advogados bem articulados e comprometidos com sua defesa sob a coordenação do experiente e bem articulado advogado potiguar Erick Pereira. Até agora, o ex-presidente da Câmara dos Deputados tem se saído bem nas sacadas jurídicas. Por conta do bom trabalho da banca advocatícia, Henrique conseguiu evitar ser preso, graças a medidas desestimuladoras de uma maior repressão judicial, como a simples entrega do passaporte para autoridades judiciais do país, uma ação da defesa que deu resultado até agora.
>> Divisão. Voltando a falar sobre 2018, o quadro poderá muito bem ficar dividido, no Rio Grande do Norte, entre Lavajatenses e não-Lavajatenses. É nesse sentido que Carlos Eduardo se articula, visando salvar sobretudo o próprio mandato. Nessa linha, pode estar em andamento o projeto salve-se quem puder da política potiguar. No entanto, é cedo ainda para um diagnóstico mais preciso. Afinal, entre investigação e condenação há um longo processo judicial, exceção feita aos processos sob a batuta do juiz Sérgio Moro, estes sim, com velocidade a jato.
>> Inversão.  A suposta articulação eleitoral entre Robinson e Carlos Eduardo abrangeria não apenas as eleições de 2018, mas iria bem além. Eles apostariam na possibilidade de sucesso da chapa Robinson/Carlos e na derrocada dos atuais senadores da República, Garibaldi e Agripino. Com uma vitória de Carlos Eduardo para o Senado e de Robinson para o governo, em 2022 a chapa entre os dois seria a mesma, só que invertida. Nesse sentido, Carlos disputaria o governo e Robinson, o Senado.
>> Majoritária. Futuro presidente do PSDB, o deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) não tem desperdiçado oportunidades para defender a candidatura do PSDB a senador ou a governador do Estado. Em entrevista ao Agora Jornal, Ezequiel disse que o partido terá “todas as chances” de disputar essas eleições, citando o nome do deputado federal Rogério Marinho (PSDB) como provável representante da sigla na disputa majoritária.
>> Senadora. Aos poucos, o cenário da sucessão de 2018 no Rio Grande do Norte começa a ser delineado. Também em entrevista ao Agora Jornal, a senadora Fátima Bezerra (PT) confirma a intenção do PT de lançar nome próprio na disputa de 2018 para o governo do Estado. A petista não descarta, ela própria, ser esse nome. Mas diz que ainda é cedo para confirmações. E é mesmo.
>> Abundância. Na mesma edição, a deputada federal Zenaide Maia (PR) também se prontifica a disponibilizar seu nome para disputar cargos majoritários. No caso da parlamentar, é preciso primeiro definir por qual partido, já que ela está de malas prontas para deixar o PR.
>> Desrespeito. Impressiona a ruptura do prefeito Carlos Eduardo Alves em relação aos poderes constituídos, afrontado o próprio Estado Democrático de Direito, ao descumprir decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado. Desrespeito frontal contra as instituições. Será que vai ficar por isso mesmo?
>> Declaração. “O que se vê em Natal é o derretimento da maquiagem administrativa da gestão de Carlos Eduardo Alves, eterno agressor das instituições e poderes” (Do deputado estadual Kelps Lima, sobre a postura do prefeito frente ao TCE).
>> Assepsia. O juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior sentenciou mais um processo resultado da Operação Assepsia. Foram condenadas cinco pessoas, no chamado “núcleo empresarial” da operação. O magistrado, além de condenar cinco dos acusados ao ressarcimento aos cofres públicos do prejuízo causado correspondente ao valor de R$ 24.415.272,3,1 também determinou o arresto de patrimônio de cada um dos condenados no limite de R$ 4.050.000. Os passaportes também serão apreendidos. A Operação Assepsia se refere a um esquema de fraudes em processos licitatórios no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde, com contratos superfaturados do órgão público. A estimativa é que o desvio de recursos com todo esquema foi de R$ 24.415.272,31.

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