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quinta-feira, 11 de maio de 2017

DELATORA DIZ EM DEPOIMENTO QUE "DILMA BOLADA" RECEBEU R$ 200 MIL DO CAIXA 2

Em meio à guerra nas redes sociais durante a campanha presidencial de 2014, vencida pela ex-presidente Dilma Rousseff, a página “Dilma Bolada” no Facebook era uma das armas mais poderosas do lado petista das trincheiras virtuais. Tanto era assim que o bunker da campanha petista se ressentiu quando a página, com 1,4 milhão de seguidores à época, foi desativada por seu criador, o publicitário Jefferson Monteiro, e se esforçou (com sucesso) a demovê-lo da deserção.
Em sua delação premiada, a mulher do marqueteiro João Santana, Mônica Moura, revela a principal motivação da mudança de ideia de Monteiro e como, dali em diante, suas postagens sagazes e bem humoradas passaram a ser financiadas: 200.000 reais em dinheiro vivo, retirados do caixa dois recebido pelo casal de marqueteiros.
“Em reunião no comitê central da campanha em Brasília, Edinho Silva relatou a Mônica que Dilma Rousseff estava furiosa pela retirada da página Dilma Bolada do ar, e que esse problema teria que ser imediatamente resolvido pela Polis, pois eles não tinham outro meio de sanar o problema com a urgência necessária”, diz o acordo de Mônica Moura firmado com a Procuradoria-Geral da República e divulgado nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Mônica, ela ligou a Jefferson Monteiro e combinou com o publicitário que um funcionário dela o procuraria para “resolver o assunto”.
“Então, Monica Moura utilizou parte dos pagamentos que recebia por fora em espécie (propina) e realizou pagamento de 200.000 reais ao publicitário em espécie, que reativou a página no dia 29 de julho do mesmo ano”, relatou.
Após a volta do soldado pródigo ao front dilmista, Mônica relatou aos investigadores ter comentado com Edinho Silva, hoje prefeito de Araraquara (SP), “que estava fazendo isso como um ato de boa vontade pois o contrato da Polis não previa este tipo de responsabilidade”.
De acordo com a mulher de João Santana, o funcionário responsável por negociar o pagamento e entrega-lo a Jefferson Monteiro também vai aderir a um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
Veja

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