O Palácio do Planalto começou a desenhar uma reação após o Senado Federal rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A votação terminou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, contrariando a expectativa do governo, que esperava ao menos 41 apoios.
Nos bastidores, o resultado gerou forte desconforto. Como a votação foi secreta, aliados do governo pretendem identificar possíveis dissidências internas e recalibrar a relação com o Congresso.
De acordo com o Metrópoles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Jorge Messias após a derrota para entender os motivos da rejeição e definir os próximos passos. Também participaram da reunião ministros e líderes do governo no Senado.
Entre as medidas avaliadas pelo Planalto está a possibilidade de demitir indicados ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ocupa cargos no governo federal.
No Congresso, a avaliação é de que uma nova indicação ao STF deve ocorrer apenas após as eleições.
DERROTA INÉDITA
A rejeição de Jorge Messias representa um fato histórico: foi a primeira vez, em 132 anos, que uma indicação ao STF foi barrada pelo Senado.
Antes da votação, o governo havia feito forte articulação política, incluindo liberação de emendas parlamentares e reuniões com dezenas de senadores. Ainda assim, o resultado não se confirmou no plenário.
Nos bastidores, parlamentares atribuem parte da derrota à atuação de Davi Alcolumbre, que defendia outro nome para a vaga: o senador Rodrigo Pacheco.
Fonte: Metrópoles
Comentários
Postar um comentário