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terça-feira, 10 de maio de 2016

WALDIR MARANHÃO FOI ORIENTADO POR EDUARDO CUNHA

A decisão de Waldir Maranhão de anular a tramitação do impeachment de Dilma Rousseff foi uma orientação de Eduardo Cunha (foto).
Maranhão e Cunha encontraram-se na sexta-feira em Brasília, quando Cunha tocou no assunto com ele.
O objetivo do peemedebista é tentar retomar o controle do processo de impeachment.
Seguindo esse raciocínio, Cunha poderia ter novamente ascendência sobre o fim do governo Dilma e/ou o começo do governo Michel Temer, uma vez que o processo voltaria para a votação no plenário — onde, mesmo enfraquecido, Cunha ainda tem o controle de dezenas de votos.
A decisão de Maranhão determina que haja uma nova sessão, em que, novamente, 342 votos teriam que ser alcançados na Câmara para o primeiro aval da abertura de impechment. Seria uma nova oportunidade de Cunha negociar a favor ou contra o impeachment em troca de votos que matassem o processo de cassação dele no Conselho de Ética ou no plenário.
Na conversa com Cunha, inicialmente, Maranhão rejeitou a ideia, mas foi convencido diante do argumento de que, ao fazer isso, manteria também sua coerência por ter chamado de "golpe" o processo contra Dilma, na votação do impeachment na Câmara.
No fim de semana, sem evidentemente combinar com Cunha, o governo entrou em campo, por meio de Flavio Dino e José Eduardo Cardozo, para municiar Maranhão de apoio jurídico e político.
Com isso, Maranhão agradou os dois lados a quem é mais ligado hoje: Dino, governador do estado de ambos, e Cunha, que o alçou a vice-presidente da Câmara e a quem Maranhão homenageou durante seu voto no impeachment.
JORNAL "O GLOBO"

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