A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou, em 8 de abril de 2026, a retirada de uma pesquisa eleitoral do ar após identificar indícios de perguntas tendenciosas contra o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União). O levantamento, realizado pelo Instituto Media, havia sido divulgado em 29 de março pelo portal O Potengi e repercutido em outros veículos de imprensa.
A decisão liminar foi assinada pelo juiz relator Daniel Cabral Mariz Maia, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), em resposta a uma representação apresentada pelo partido Republicanos, aliado de Allyson no estado e presidido pelo prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros.
O magistrado destacou que a pesquisa incluiu perguntas que tratavam de denúncias e operações da Polícia Federal relacionadas somente a Allyson, sem questionamentos equivalentes sobre outros candidatos. Segundo ele, isso configura possível indução de respostas desfavoráveis, podendo afetar a neutralidade do levantamento.
Além disso, a Justiça Eleitoral considerou que a pesquisa poderia configurar propaganda eleitoral antecipada negativa, proibida antes do início oficial da campanha, e que a metodologia utilizada compromete a validade do registro. Caso comprovadas irregularidades, os responsáveis estão sujeitos a sanções.
A liminar determinou a suspensão imediata da pesquisa em todos os meios de comunicação, com multa de R$ 10 mil por cada ato de veiculação irregular. As empresas responsáveis pela realização e divulgação do levantamento foram citadas para apresentação de defesa.
O levantamento havia sido registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-07240/2026, com 2 mil eleitores entrevistados entre 23 e 26 de março. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Instituto Media nega irregularidades
Em nota, o Instituto Media Inteligência em Pesquisa afirmou que seguiu os parâmetros previstos pela legislação eleitoral e que as perguntas abordaram temas de conhecimento público, negando intenção de produzir propaganda negativa antecipada. A empresa informou que está cumprindo a decisão da Justiça Eleitoral e solicitou que veículos de comunicação retirem os conteúdos questionados.
Fonte: Blog do Robson Pires
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