O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta quarta-feira (3), na terceira fase da Operação Compliance Zero, é suspeito de comandar uma estrutura privada de vigilância e coerção, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos da instituição financeira.
De acordo com mensagens interceptadas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria solicitado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como responsável por atividades de monitoramento e obtenção de informações sigilosas, que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, fosse agredido em um assalto forjado.
Em uma das conversas por aplicativo de mensagens, Mourão pergunta:
“Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? Hrs hein. Lanço uma nova sua? Positiva”.
Vorcaro responde: “Sim”.
Em seguida, afirma:
“Cara escroto”.
“Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele”.
Mourão responde: “Vou fazer isto”.
Em outro trecho, o banqueiro declara:
“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
Após a mensagem, Mourão reage com dois sinais positivos e afirma:
“Estamos em cima de todos os links negativos, vamos derrubar todos e vamos soltar positivas”.
Ainda em referência à agressão, Mourão questiona:
“Pode? Vou olhar isso.”
Vorcaro responde: “Sim”.
Em nota oficial, o jornal O Globo repudiou “veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país”. A manifestação destacou ainda que, conforme apontado pelo ministro André Mendonça, a ação teria como objetivo “calar a voz da imprensa”, considerada pilar fundamental da democracia.
Fonte: Estadão
Comentários
Postar um comentário