A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não cometeu crime no caso da pistola apreendida com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Taguatinga.
De acordo com relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a 17ª Delegacia de Polícia concluiu que não há elementos que caracterizem o crime de posse ilegal de arma de fogo por parte de Bolsonaro. A investigação apontou que a pistola possuía registro válido, confirmado pelo Exército, e que não existiam restrições que impedissem o ex-presidente de manter a arma em sua residência.
Por outro lado, o agente do GSI Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a PCDF, embora ele possuísse porte funcional, transportava uma arma registrada em nome de outra pessoa, o que, na avaliação dos investigadores, contraria o Estatuto do Desarmamento.
Em depoimento, Bolsonaro afirmou que todas as suas armas foram apreendidas durante uma operação da Polícia Federal realizada em julho do ano passado. No entanto, disse que solicitou ao delegado responsável autorização para permanecer com uma das pistolas em casa, alegando que residia com mulheres e precisava da arma para a defesa da família. Segundo ele, o pedido foi autorizado.
O ex-presidente também declarou que posteriormente chamou o agente do GSI para verificar a pistola após identificar uma pane no equipamento. De acordo com Bolsonaro, o militar retirou a arma da residência sem sua autorização, e ele só tomou conhecimento do fato quando foi informado da apreensão durante a blitz da PMDF.
Fonte: Metrópoles.
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