A madrugada deste sábado (3) foi marcada por uma escalada sem precedentes na crise venezuelana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou uma ofensiva militar de grande escala contra a Venezuela e anunciou a captura do presidente Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país por via aérea.
Explosões atingiram Caracas e outras regiões estratégicas, como os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Moradores relataram forte sobrevoo de aeronaves militares, apagões e colunas de fumaça próximas a bases militares e prédios do governo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram civis deixando a capital em meio ao clima de medo e incerteza.
Segundo Trump, a operação foi “bem-sucedida” e envolveu forças de segurança norte-americanas. Imagens divulgadas posteriormente indicam que Maduro já estaria em território dos Estados Unidos, sob custódia militar, embora autoridades americanas ainda não tenham informado oficialmente o local de detenção nem os próximos passos legais.
O governo venezuelano reagiu acusando os EUA de agressão militar e violação do direito internacional. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o paradeiro de Maduro é desconhecido e cobrou prova de vida do presidente. Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, prometeu resistência, decretou estado de comoção externa e anunciou a mobilização total das Forças Armadas.
A ofensiva provocou forte reação internacional. A Rússia classificou a ação como um “ato de agressão armada”, enquanto Cuba e Colômbia condenaram a intervenção e pediram contenção para evitar um conflito regional de maiores proporções. No Brasil, o governo Lula convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar os desdobramentos da crise.
Enquanto isso, a oposição venezuelana afirma que a captura de Maduro pode ter feito parte de uma “saída negociada”, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente. Em Caracas, vídeos mostram tanto o desespero de civis quanto grupos comemorando o que consideram o fim do regime chavista.
A situação segue em rápida evolução e mantém a comunidade internacional em alerta diante do risco de agravamento do conflito na América Latina.
Fonte: Blog do BG (com informações de G1, CNN, Metrópoles, Reuters, Associated Press e veículos internacionais)
Comentários
Postar um comentário