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INSTITUTOS DE PESQUISA ERRARAM PROJEÇÕES PARA PRESIDENTE, GOVERNOS E SENADO NO 1º TURNO

Os resultados do primeiro turno das eleições de 2026 apresentaram diferenças em relação às projeções de pesquisas divulgadas nas semanas que antecederam a votação.

Segundo levantamento publicado pelo Metrópoles, institutos como Datafolha, Quaest, Atlas/Intel, CNT e Real Time Big Data apontavam o presidente Lula (PT) à frente nas pesquisas de véspera para a Presidência.

Nas urnas, porém, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

As divergências também apareceram em disputas estaduais.

No Distrito Federal, pesquisas indicavam possibilidade de vitória de Celina Leão (PP) ainda no primeiro turno, mas a eleição terminou com segundo turno entre Celina, que obteve 49,93%, e Leandro Grass (PT), com 34,47%.

No Rio de Janeiro, pesquisas apontavam Eduardo Paes (PSD) na liderança. Na apuração, entretanto, Douglas Ruas (PL) terminou à frente, com 49,27%, contra 42,76% de Paes.

As diferenças também foram registradas nas disputas pelo Senado em estados como Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

Especialistas e representantes dos institutos ouvidos pelo Metrópoles afirmaram que pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que são realizadas e não funcionam como previsão do resultado das urnas.

O diretor-executivo do Real Time Big Data, Lucas Thut Sahd, afirmou que as pesquisas captaram o crescimento de Flávio Bolsonaro, mas não conseguiram registrar completamente a movimentação do eleitorado no dia da votação.

Já Felipe Nunes, diretor da Quaest, defendeu que os levantamentos identificaram uma tendência de voto útil da direita em favor de Flávio Bolsonaro na reta final da campanha.

Entre os fatores apontados para explicar diferenças entre pesquisas e urnas estão a migração de votos na reta final, o comportamento do eleitor no dia da eleição, a abstenção e o grande número de eleitores que decide o voto nos últimos dias, especialmente nas disputas para o Senado.

Fonte: Metrópoles.

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