REFORMA DE PREVIDÊNCIA AMEAÇADA

Ricardo Noblat
Se antes boa parte da bancada federal do PSDB dava claros sinais de que votaria contra a proposta de reforma da Previdência Social, quantos dos seus integrantes, agora, serão ainda capazes de votar a favor depois que o partido divulgou documento onde cobra que o governo faça novas concessões se quiser aprovar a reforma?
Sem os votos do PSDB, como voltou a observar, ontem, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não haverá reforma.
“Estou fazendo o que posso”, disse Maia depois de reunir-se com deputados de vários partidos.
Saiu da reunião convencido de que o PR e o PSD votarão contra a reforma.
Se ela não passar na Câmara ainda este ano, no próximo não passará.
Vive-se há meses a ilusão de que o governo ainda tem chances de aprovar da reforma.
Já teve.
Perdeu-as quanto o presidente Michel Temer foi atingido por duas denúncias de corrupção depois de ter dito o que disse e ouvido o que ouviu do empresário Joesley Batista, dono do Grupo JBS, em encontro noturno e sigiloso no porão do Palácio do Jaburu.
Desde então, Temer virou um morto vivo.
Passou a gastar todas as suas energias para escapar de ser processado pelo Supremo Tribunal Federal. Gastou também a pequena reserva de popularidade que adquirira ao suceder a presidente Dilma Rousseff, de triste memória.
Não caiu porque lhe restassem virtudes.
Ficou porque os partidos não se juntaram em torno de um nome para substitui-lo.
Não havia ninguém, foi ficando.
Mas sem condições de poder ousar coisa alguma.
Assim será até o último dos seus dias no Palácio do Jaburu.
Para sua segurança, em breve arame farpado cercará o palácio.


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