Hoje, 14, na coluna nacional de Cláudio esta e outras notícias: http://www.diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/
Sem cumprir qualquer tipo de quarentena, o ex-presidente da Petrobras
Pedro Parente pode assumir nesta quinta-feira (14) a presidência
executiva da BRF, gigante de alimentos formada pela fusão de Sadia e
Perdigão.
A demissão da Petrobras seria anunciada dois dias depois, em 1º de junho.
O colunista também informou que Parente, na ocasião, já presidia o conselho de administração da BRF.
Parente deixou o comando da Petrobras quando o governo tentava
negociar o fim da crise brutal que o executivo criou, dolarizando os
preços dos combustíveis e promovendo reajustes quase diários.
Desde julho de 2017 até o início da greve dos caminhoneiros, em maio, a Petrobras aumentou os preços dos cumbustíveis 107 vezes.
Nesta quinta (14), o conselho de administração da BRF tem uma reunião
extraordinária para discutir a nova estrutura de comando da companhia e
a escolha do diretor-presidente.
A indicação de parente para presidir a BRF não é dada como 100% certa, segundo fontes próximas à empresa.
Ainda haverá uma discussão no conselho sobre a a remuneração do
executivo e sobre quem ocupará a função de chairman, já que Parente não
pode ficar com os dois cargos.
Parente chegou ao conselho BRF no fim de abril no lugar de Abilio
Diniz, com a função de colocar um fim na disputa entre o empresário e os
fundo de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil),
principais acionistas da companhia.
O nome de Parente agrada os investidores, porque o executivo é
conhecido por ser “um bom gestor de crise”, apesar de haver provocado a
crise gerada pela greve dos caminhoneiros.
Foi o responsável por conduzir o apagão de energia elétrica no
governo FHC e, recentemente, por recuperar a Petrobras, após o escândalo
da Operação Lava Jato, capitalizando a estatal por meio de sua política
de reajustes diários dos combustíveis.
A gigante de alimentos amarga prejuízos provocados pela má gestão dos
antigos administradores, pelas investigações da Operação Carne Fraca e
pela disputa entre os principais acionistas.
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