O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não existem, até o momento, elementos suficientes para justificar a abertura de investigação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo o Banco Master.
Segundo a avaliação da Procuradoria-Geral da República, as informações reunidas até agora não apresentam indícios concretos de crime, requisito essencial para a instauração de qualquer apuração formal. “Investigação pressupõe indício de crime”, declarou Gonet.
CITAÇÕES E POSSÍVEIS CONEXÕES
As apurações mencionam possíveis ligações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, que é investigado por suspeitas de fraudes financeiras.
No caso de Toffoli, seu nome aparece relacionado a negócios envolvendo familiares e empresas com possíveis vínculos a pessoas próximas ao banqueiro, incluindo Fabiano Zettel, apontado como operador do esquema.
Já Alexandre de Moraes é citado em razão de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci, no valor de R$ 129 milhões.
ANDAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES
O empresário Daniel Vorcaro encontra-se preso preventivamente no âmbito da operação Operação Compliance Zero e negocia um possível acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
Para obter benefícios, ele deverá apresentar informações inéditas que contribuam com o avanço das investigações.
Diante desse cenário, a Procuradoria-Geral da República tem adotado uma postura cautelosa, priorizando a análise de provas concretas antes de qualquer medida envolvendo membros do STF.
REPERCUSSÃO NO STF
O caso gerou tensão interna na Corte. O ministro Dias Toffoli, que inicialmente era o relator do processo, deixou o caso e se declarou suspeito após questionamentos sobre possível ligação indireta com investigados. A relatoria foi então transferida ao ministro André Mendonça.
Já Alexandre de Moraes não comentou publicamente o caso. O escritório de Viviane Barci informou que prestou serviços ao banco em questões institucionais, sem atuação em processos no STF.
Fonte: 98 FM Natal, com informações da Gazeta do Povo.
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