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domingo, 23 de março de 2014

ANÁLISE POLÍTICA POR DIÓGENES DANTAS

Quem garante que Wilma de Faria (PSD) não vai passar a perna em Henrique Alves novamente?
Ela já fez isso no passado - em 1992 quando elegeu o 'poste' Aldo Tinôco e em 2002 quando ela própria se candidato ao governo depois de um longo período dando corda a Henrique.
Por conta deste e de outros episódios, Wilma pegou a fama de política que não cumpre a palavra. Que desmancha acordos. Basta ocorrer uma mudança de cenário, como ela costuma dizer.
Quem garante que não haverá uma mudança de cenário até junho, mês das convenções, para Wilma desdizer o que diz hoje a Henrique?
O que está posto é o seguinte: o PMDB vai apresentar a candidatura de Henrique Alves ao governo em aliança com o PSB de Dona Wilma. Ela diz que vai disputar a vaga do Senado. O acordo político deverá ser anunciado em meados de abril.
Só que Dona Wilma também é nome forte para o governo. A dúvida quer surge hoje é a seguinte: caso Fátima Bezerra endureça a disputa pelo Senado, Dona Wilma continua no páreo? Ela pode optar por uma eleição mais tranquila ao governo, segundo atestam as pesquisas de opinião?
Eis a dúvida que martela na cabeça de dez entre dez peemedebistas. Há quem diga que Henrique Alves teme nova traição política da Guerreira. Será?
Há quem desconfie que Dona Wilma, à luz das pesquisas de opinião, poderá optar pela disputa de governo para não correr risco de perder para Fátima Bezerra na eleição do Senado.
Se isso ocorrer, Henrique Eduardo Alves pode ficar pendurado no pincel mais uma vez e passar um vexame eleitoral.
Mas o PMDB tem uma carta de seguro que atende pelo nome de Garibaldi Alves Filho, ministro da Previdência.
Há quem defenda que Garibaldi deva deixar o ministério no prazo de desincompatibilização, em 4 de abril, para ficar de stand by numa eventualidade. Caso Wilma ameace ou passe a perna em Henrique, Garibaldi Filho entra em campo para salvar o projeto político do PMDB.
Garibaldi Filho não dá qualquer sinal de que vai deixar o ministério até 4 de abril. Pelo contrário. Dia 28 deste mês, ele embarcará em missão oficial do governo federal para participar de eventos previdenciários em Portugal e Itália. O retorno dele está previsto para 11 de abril.
Portanto, Garibaldi Filho deverá permanecer no ministério e o PMDB vai perder sua carta de seguro.
Henrique Alves terá de conviver com a dúvida cruel até as convenções de junho. E torcer para que não ocorra qualquer mudança de cenário no terreiro de Dona Wilma.
Perguntar não ofende: quem garante que Dona Wilma não vai trair este ano?

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