O presidente do Paraguai, Santiago Peña, decidiu renunciar ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio ao avanço de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados do país. A crise política ganhou força após o colapso do Banco Ueno, considerado o maior banco digital paraguaio.
Com a saída de Peña, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do país. A renúncia, no entanto, ainda precisa ser formalmente apresentada e analisada pelo Congresso paraguaio.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira a abertura do processo de impeachment contra o presidente. O pedido foi apresentado por um grupo de 35 parlamentares, que apontam responsabilidades relacionadas à crise financeira.
A situação ganhou repercussão porque Santiago Peña foi acionista da Ueno Holding, empresa ligada ao grupo controlador do banco, até março de 2025. O caso também provocou mudanças na cúpula do Banco Central do Paraguai, após a renúncia de seu presidente, Carlos Carvallo, que anteriormente havia comandado o Banco Ueno.
CRISE BANCÁRIA
No dia 3 de novembro, o Banco Central do Paraguai determinou a suspensão das operações do Banco Ueno, após considerar a instituição insolvente, ou seja, sem condições de honrar seus compromissos financeiros.
O Ministério Público também solicitou a abertura de uma investigação criminal sobre a instituição e pediu a prisão de dois dirigentes. As apurações envolvem suspeitas sobre a gestão do banco e a concessão de empréstimos a empresas ligadas ao grupo controlador.
O episódio desencadeou uma grave crise política e financeira no Paraguai, colocando o governo de Santiago Peña sob forte pressão.
Fonte: Metrópoles.
Comentários
Postar um comentário