terça-feira, 28 de agosto de 2018

RN: NEY LOPES ANALISA ÚLTIMAS PESQUISA

Do editor

Os institutos Consult (FM 98) e Seta (Blog do BG) divulgaram pesquisas no RN, neste início de semana.

Muito semelhantes os dois resultados, embora com discordâncias em alguns percentuais, na eleição de governador.

A senadora Fátima Bezerra mantém a sua posição, confirmada em pesquisas anteriores.

Carlos Eduardo cresce em uma das pesquisas e cai em outra, o que lhe assegura posição de estabilidade, à espera de conquistar o voto do eleitorado indeciso, que será decisivo.

A novidade foi o governador Robinson Faria evidenciar relativo crescimento, embora tenha contra si os elevadíssimos percentuais de rejeição pessoal e ao seu governo. Mesmo assim, está crescendo na campanha, ninguém pode negar.

Quanto ao senado federal, as sondagens demonstram que o eleitor disposto a não votar “nos atuais” detentores de mandatos, está descarregando a sua preferencia no Capitão Stevenson, transformado em verdadeiro fenômeno eleitoral.

Se mantida a tendência ao seu favor, e não ocorrendo “fato novo relevante que o desgaste”, certamente será um dos dois candidatos eleito para o Senado.

O percentual de 70% de indecisos, nulos e brancos na eleição do Senado no RN, confirma a insatisfação do eleitorado com os nomes apresentados.

Garibaldi Alves e Geraldo Melo acumulam um percentual  mínimo, se considerado o acervo eleitoral que ambos deveriam ter acumuladoi na militância política passada.

Se analisados os percentuais atribuídos a Geraldo e Garibaldi, não há previsão de  favoritismo ou certeza de vitória, mesmo porque oscilam pesquisa a pesquisa. Ambos não crescem o que se esperava, por serem ex-governadores e ex-senadores.

Zenaide Maia, por outro lado, não consegue acompanhar o ritmo de conquista do espaço eleitoral demonstrado por Fátima Bezerra. No mesmo palanque majoritário, ela tem apenas cerca de um terço das preferencias dadas à Fátima.

Caso até o final da campanha  consiga acompanhar o crescimento de Fátima (se for mantido), ela será fortíssima candidata para a segunda vaga do Senado.

Nesse contexto de indefinições, o balanço das tendências eleitorais nas eleições majoritárias do RN (senador e governador), até o momento apuradas em pesquisas, permite as seguintes análises acerca de perspectivas futuras.

A maior vantagem está sendo, até agora, do Capitão Stevenson, no primeiro voto para o Senado. Cresce e mostra estabilidade. Em verdade, isso ocorre, não por ele representar o “novo” (essa mensagem não tem atraído o eleitor brasileiro), mas por ser um homem da segurança pública, fator que inquieta a população numa forma nunca vista. Sem apoiar Bolsonaro para a presidência, o capitão Stevenson está sendo uma espécie de Bolsonaro potiguar, até agora.

Na eleição do Senado no RN percebe-se que faltou um “segundo nome”, com maior penetração e confiabilidade no eleitorado, que seguisse os níveis de ascensão do Capitão Stevenson.

Por tal motivo, o "segundo senador” está “embolado” entre Garibaldi, Zenaide e Geraldo e tudo poderá acontecer.

Fátima Bezerra tem “segurado” o percentual médio de 30% do eleitorado, na disputa do governo estadual. Sem dúvida, uma vantagem. Porém, conspira contra ela o anúncio da saída definitiva de Lula do páreo presidencial, cujo nome detém mais de 40 por cento de preferencia do eleitorado norte-rio-grandense. Fátima dependerá de Haddad suceder Lula no eleitorado do PT, em razão da dúvida dos votos lulistas pertencerem ao “PT”, ou “individualmente ao próprio Lula”.

Se Haddad somar os votos de Lula, ela tenderá a consolidar e até ampliar a vantagem. Se não ocorrer, enfrentará riscos de queda, em razão do “eleitor órfão” abster-se em protesto, ou, ser conquistado por outros candidatos.

Carlos Eduardo, inegavelmente um nome com notória experiência para o executivo, paga o ônus de “concessões” que fez para montar o seu palanque. Ele, cuja vida foi de resistência e rebeldia, terminou aceitando nomes que lhe foram impostos, sem considerar que os critérios de escolha do eleitor na eleição de 2018, não serão os mesmos do passado, pelo que se nota nas avaliações. Há até “ausências” de apoio e solidariedade à Carlos Eduardo, de parte de candidatos que são de sua coligação. Difícil explicar isso ao eleitorado.

Todavia, pela rejeição a Robinson e ao seu governo (salvo mudanças) e o temor, em certa faixa de atuais indecisos, da volta do PT ao governo, as perspectivas de conquista de votos futura está mais a favor de Carlos Eduardo. Entretanto, essa é apenas uma hipótese, nunca uma afirmação.

Outro elemento favorável à Carlos Eduardo é que se eleita Fátima, ela seria adversária fortíssima do Presidente da República vitorioso. Isso fará com o que o eleitor, possivelmente pondere que, sem ajuda do governo federal, jamais o RN superará as suas dificuldades atuais. Tal fator pode afastar, na reta final, votos para Fátima Bezerra.

Há cerca de um mês da votação do primeiro turno predominam inquietações e dúvidas.

Deus queira que, após a votação, elas não se transformem em pesadelo.

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