O déficit da Previdência dos servidores civis do Rio Grande do Norte ultrapassou R$ 2 bilhões em 2025, segundo dados do relatório de prestação de contas do Governo do Estado encaminhado à Assembleia Legislativa. O resultado reflete a diferença entre arrecadação e despesas com pagamento de aposentadorias e pensões no período.
De acordo com os números oficiais, o sistema arrecadou R$ 3,537 bilhões ao longo do ano, enquanto as despesas chegaram a R$ 5,559 bilhões. Na prática, a cobertura desse déficit precisa ser feita pelo Tesouro Estadual, o que impacta diretamente a capacidade de investimento do governo.
O relatório aponta ainda que o regime previdenciário opera em modelo de repartição simples, sem formação de reservas, o que amplia a pressão estrutural ao longo dos anos. Entre 2023 e 2025, as receitas cresceram 9,4%, enquanto as despesas avançaram 15%, aumentando o desequilíbrio.
Dados do RREO em Foco, da Secretaria do Tesouro Nacional, mostram que o Rio Grande do Norte lidera o ranking nacional de participação da Previdência nas despesas, com 34% do total, acima de estados como o Rio de Janeiro, que registra 24%.
O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do RN (Ipern), Nereu Linhares, afirmou que não há previsão de reversão no curto prazo. Segundo ele, fatores como a paridade continuam pressionando o sistema, enquanto medidas como a previdência complementar devem apresentar efeitos apenas no longo prazo.
Ainda de acordo com o Ipern, o órgão tem realizado, em média, 30 concessões de aposentadoria por mês e mantém prazos de análise próximos de 60 dias na maioria dos processos, exceto em casos com pendências ou necessidade de diligências.
Fonte: Blog do BG / Agora RN
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