A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que a delação premiada do empresário Maurício Camisotti seja refeita.
Camisotti é investigado no esquema conhecido como “farra do INSS” e havia firmado acordo de colaboração com a Polícia Federal, no qual confessou participação em fraudes envolvendo aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a PGR, o acordo firmado diretamente com a Polícia Federal não possui validade jurídica. Por isso, o órgão defende que uma nova negociação seja realizada, desta vez com a participação do Ministério Público.
O pedido foi encaminhado ao relator do caso, que ainda não tomou uma decisão sobre o tema. A manifestação da PGR ocorreu após consulta do próprio ministro sobre a legalidade do acordo.
ESQUEMA DA “FARRA DO INSS”
O escândalo envolve descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, por meio de associações que realizavam cobranças sem autorização adequada dos segurados.
Investigações apontam que entidades ligadas a Camisotti movimentaram valores expressivos. Somente no último ano, organizações sob sua influência teriam arrecadado cerca de R$ 580 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão desde 2021.
As apurações também indicam que essas entidades eram administradas por pessoas ligadas ao grupo empresarial do investigado, incluindo funcionários e familiares.
COLABORAÇÃO E INVESTIGAÇÕES
Ao prestar depoimento, Camisotti admitiu a existência das irregularidades e decidiu colaborar com as investigações. O caso é apurado pela Polícia Federal e também conta com acompanhamento de órgãos de controle.
O escândalo ganhou repercussão nacional após série de reportagens que levaram à abertura de inquérito e a desdobramentos como operações policiais e mudanças na estrutura da Previdência.
Fonte: Metrópoles
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