A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atravessa um momento de forte instabilidade após o petista terminar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O resultado levou a equipe de campanha a discutir mudanças na estratégia para a disputa do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Três dias após a votação, Lula também fez críticas à organização da campanha. Em reunião com aliados, o presidente afirmou que a atual campanha foi a menos organizada de sua trajetória eleitoral desde 1989 e disse ao presidente do PT, Edinho Silva, que a equipe poderia ter feito mais.
A estratégia para a reta final também passou por mudanças no discurso. Diante da pressão dos adversários sobre a pauta de segurança pública, Lula adotou um tom mais duro e apresentou o lema: “Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão”.
No campo digital, a campanha petista passou a investir em vídeos gravados no formato “selfie”, com uma comunicação mais direta e rápida. A estratégia busca ampliar a atuação da militância e mobilizar apoiadores nas ruas em uma tentativa de reverter a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Em uma das gravações, Lula convocou os apoiadores para intensificar a campanha. “Bora para a rua! Vamos ganhar essas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país”, afirmou.
A campanha entra, assim, na reta final do segundo turno com a necessidade de reorganizar sua estrutura, ampliar a mobilização e buscar votos para tentar reverter o resultado do primeiro turno.
Com informações do Blog do BG e Folha de S.Paulo.
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