Investigadores da Polícia Federal (PF) que apuram o caso envolvendo o Banco Master confirmaram à CNN Brasil que foram encontradas, no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, conversas com menções a pagamentos de ao menos R$ 20 milhões à empresa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
Apesar das mensagens identificadas, os agentes afirmam que, até o momento, não há elementos suficientes que comprovem se os valores foram efetivamente transferidos ao magistrado ou a possíveis intermediários.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (12), o gabinete de Toffoli admitiu que o ministro é sócio da empresa Maridt, ligada a seus familiares. A empresa teria vendido uma participação no Resort Tayaya ao Fundo Arleen, apontado como ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Toffoli não é formalmente investigado no caso, e não houve quebra de sigilo bancário ou fiscal do ministro do STF.
Conforme antecipado pelo analista Caio Junqueira, o relatório da PF entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, aponta a existência de mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, nas quais são mencionados pagamentos à empresa Maridt.
Mesmo reconhecendo participação societária na empresa, o gabinete do ministro informou que Toffoli desconhece o gestor do Fundo Arleen e que nunca manteve relação de amizade — “muito menos amizade íntima” — com Daniel Vorcaro. O ministro também declarou que jamais recebeu qualquer valor do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.
Fonte: CNN Brasil – Débora Bergamasco
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