A Polícia Federal (PF) apresentou uma arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de acessar informações do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O material foi entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, responsável por analisar este tipo de pedido.
Segundo apurou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, as conversas encontradas no aparelho de Vorcaro mencionam o nome de Toffoli, relator do caso no STF. Fachin encaminhou o documento para que o ministro responda no processo, que tramita em sigilo.
Interlocutores informaram que Toffoli está tranquilo e afirmou não haver nenhum elemento no processo que o relacione a Vorcaro. Há debate dentro da Corte sobre a legitimidade da PF para apresentar o pedido, já que alguns defendem que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderia fazê-lo, dentro da operação Compliance Zero.
O caso ganhou atenção após divulgação de que o resort Tayayá, vinculado à família de Toffoli, teve relações com fundos ligados ao Banco Master.
Em nota, o gabinete do ministro disse que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”.
Fonte: Metrópoles – Manoela Alcântara
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