Os Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã na madrugada deste sábado (28/2), pelo horário de Brasília. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Segundo as autoridades, a ofensiva teria como objetivo “eliminar ameaças”. Veículos da imprensa iraniana relataram explosões em Teerã e em outras províncias do país. O escritório do Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, estaria entre os possíveis alvos. Ainda de acordo com a mídia estatal, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian está vivo.
Uma fonte de segurança israelense afirmou ao jornal Times of Israel que a operação foi coordenada entre EUA e Israel, com expectativa de que o conflito possa se estender por vários dias.
RETALIAÇÃO IRANIANA
Horas após os ataques, a base da Marinha norte-americana no Bahrein teria sido alvo de mísseis iranianos, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional. Também foram registrados lançamentos de mísseis em direção ao território israelense.
A Força Aérea de Israel informou que identificou projéteis disparados do Irã e que atua para interceptar as ameaças. Autoridades alertaram que a defesa aérea “não é hermética” e orientaram a população a seguir as instruções de segurança.
Após os ataques, Irã e Israel fecharam temporariamente seus espaços aéreos.
NEGOCIAÇÕES FRUSTRADAS
As ofensivas ocorreram após o fracasso de uma rodada de negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano, encerrada na sexta-feira (27/2) sem acordo. Uma nova reunião estaria prevista para a próxima semana.
Na véspera, Trump declarou que não estava satisfeito com o andamento das tratativas e afirmou preferir uma solução pacífica, mas ressaltou que considera o governo iraniano “perigoso e difícil”.
RETIRADA DE FUNCIONÁRIOS
O Departamento de Estado dos EUA autorizou a saída de funcionários não essenciais e familiares da missão diplomática norte-americana em Israel, citando riscos crescentes de segurança. O governo também recomendou que cidadãos considerem deixar o país enquanto houver voos comerciais disponíveis.
Fonte: Metrópoles
Comentários
Postar um comentário