Abaaoud é considerado uma das figuras midiáticas mais importantes entre os jihadistas belgas por sua atividade em redes sociais. Em um vídeo publicado na internet em 2014, ele diz que reza “para que Alá extermine aqueles que se opõem a ele, seus soldados e admiradores”.
O suspeito é tido pelos investigadores, segundo o Le Monde, como alguém próximo a Salah Abdeslam – atualmente foragido e irmão do homem-bomba que se explodiu no bar Comptoir Voltaire, na noite de sexta. Abaaoud e Abdeslam estiveram presos juntos na Bélgica, em 2010, por assalto à mão armada. Além disso, o possível mentor dos últimos atentados estava em contato com Mehdi Nemmouch, autor do ataque ao Museu Judaico de Bruxelas, que custou a vida de três pessoas em 24 de maio de 2014.
Segundo a rádio francesa RTL, Abdelhamid Abaaoud é um dos militantes mais ativos do Estado Islâmico (EI). Filho de um comerciante do Marrocos, o suspeito teria se unido ao grupo terrorista em 2013 na Síria. De acordo com a imprensa belga, ele recrutou para o EI o seu irmão mais novo, Younes Abaaoud, de 13 anos, que se tornou um dos membros mais jovens do grupo.
Em uma entrevista à revista Dabiq, que pertence ao EI, publicada em fevereiro deste ano, Abaaoud gabou-se por driblar os serviços de inteligência belga ao planejar ataques contra o Ocidente. Na publicação, o jihadista usou o apelido de Abu Umar al-Baljiki e posou para fotos segurando uma bandeira do EI e um alcorão. Ele afirmou ter viajado para a Bélgica com mais dois homens para “aterrorizar” aqueles que praticam “uma guerra contra os mulçumanos”. Abaaoud disse ter sido parado pela polícia durante essa viagem, mas foi liberado mesmo depois de uma foto sua ter sido divulgada pela imprensa belga. Este fato, porém, não foi confirmado pelas autoridades do país.
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