Pular para o conteúdo principal

GARGALOS LEVAM EÓLICAS A DEVOLVER 16 OUTORGAS E TIRAM R$ 3,1 BILHÕES DE INVESTIMENTOS NO RN

O Rio Grande do Norte registrou a devolução de outorgas para 16 projetos de energia eólica entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a medida representa a perda de 625,5 MW de potência instalada e uma frustração de aproximadamente R$ 3,1 bilhões em investimentos para o Estado.

De acordo com os dados, somente em 2025 foram devolvidas 13 outorgas, equivalentes a R$ 2,3 bilhões em investimentos que deixaram de ser aplicados no RN. Já nos três primeiros meses de 2026, outras três outorgas foram devolvidas, representando mais R$ 400 milhões em perdas.

A Aneel informou que muitos empreendimentos foram autorizados em um período de forte expansão do setor, quando havia maior expectativa de crescimento, acesso facilitado à transmissão de energia e melhores condições de financiamento. Com a mudança do cenário econômico e estrutural, diversos projetos perderam viabilidade.

Lideranças do setor atribuem o problema, principalmente, à limitação da infraestrutura de transmissão e à falta de previsibilidade para o escoamento da energia produzida. O presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper), Williman Oliveira, alertou que a situação pode gerar insegurança e desacelerar novos investimentos no curto prazo.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) também demonstrou preocupação com o impacto econômico e social das devoluções, destacando perdas de empregos, arrecadação e desenvolvimento regional.

Além do setor eólico, o Rio Grande do Norte também enfrenta devoluções em projetos de energia solar. Somadas, as perdas nos segmentos eólico e fotovoltaico já representam cerca de R$ 16,1 bilhões em investimentos frustrados no Estado.

A Aneel informou ainda que existem projetos de ampliação da rede de transmissão previstos para os próximos anos, incluindo novas linhas e subestações, além de investimentos bilionários voltados ao escoamento da energia produzida no RN.

Fonte: Tribuna do Norte

Comentários