A possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputar a Presidência da República em uma chapa formada exclusivamente por integrantes do Partido Liberal ganhou força na reta final das convenções partidárias. A dificuldade em atrair partidos aliados para compor a coligação tem levado dirigentes da legenda a considerar cada vez mais uma chapa "puro-sangue".
O PL tem até o dia 5 de agosto para definir o nome que ocupará a vaga de candidato a vice-presidente. Inicialmente, a estratégia era utilizar o posto como instrumento para atrair partidos do Centrão, mas as negociações com siglas como União Brasil, PP, Republicanos e Podemos não avançaram.
Segundo a reportagem, União Brasil e PP tendem a manter neutralidade na disputa presidencial, enquanto Republicanos e Podemos ainda não definiram oficialmente seus posicionamentos. Caso nenhuma aliança seja fechada, caberá ao próprio PL indicar o vice de Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores, o partido avalia diferentes nomes para compor a chapa. Entre os cotados estão a deputada federal Priscila Costa (PL-CE), defendida por parte da legenda por reunir características consideradas estratégicas para a campanha, além do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial e aliado de Jair Bolsonaro. Também são mencionados os nomes das deputadas Júlia Zanatta (PL-SC), Greyce Elias (PL-MG) e Bia Kicis (PL-DF), além do senador Marcos Pontes (PL-SP).
A preferência da campanha é por uma mulher na vice, em uma tentativa de ampliar o desempenho entre o eleitorado feminino, considerado um dos principais desafios da candidatura de Flávio Bolsonaro.
A decisão final sobre a composição da chapa deverá ser tomada pela Comissão Executiva Nacional do PL até o encerramento do prazo das convenções partidárias. Após essa etapa, os partidos terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, com o início da propaganda eleitoral previsto para 16 de agosto.
Fonte: Metrópoles.
Comentários
Postar um comentário