A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, voltou a ganhar repercussão após novas informações divulgadas pela revista Veja.
Segundo a publicação, o material entregue pelas defesas inclui relatos de supostos repasses envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além de outras autoridades políticas.
De acordo com a reportagem, Vorcaro teria mencionado um valor de aproximadamente US$ 30 milhões — cerca de R$ 155 milhões na cotação atual — relacionado ao senador em negociações ligadas a interesses do Banco Master. Ainda segundo a Veja, os recursos teriam sido depositados em uma conta no exterior e posteriormente transferidos ao parlamentar como contrapartida por apoio a demandas da instituição financeira.
A publicação afirma que a operação teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro.
Por meio de nota, Alcolumbre negou qualquer irregularidade e classificou as informações como “absolutamente falsas”. O senador também afirmou que jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior e que adotará as medidas judiciais cabíveis.
As informações integram a segunda proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro, rejeitada pela Polícia Federal na última quarta-feira (10). Conforme divulgado posteriormente, a PF entendeu que o material não apresentou elementos novos considerados relevantes para o avanço das investigações da Operação Compliance Zero.
A reportagem ainda cita supostos repasses envolvendo outras figuras políticas, entre elas o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, além de menções a integrantes do PT da Bahia. Tanto Rueda quanto o ministro da Casa Civil, Rui Costa, negam qualquer envolvimento ou irregularidade.
As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há confirmação oficial das acusações apresentadas na proposta de colaboração premiada.
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