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JULGAMENTO DECISIVO NO STF

Hoje é um dia de apreensão para os políticos brasileiros que estejam na mira da justiça.

O caso de Aécio poderá transformar-se no inicio de aplicação de entendimento do STF mais rigoroso sobre a corrupção.

A discussão será realizada apenas dez dias após a prisão do ex-presidente Lula.

O fato colabora para o tucano ser transformado em réu, até para compensar e justificar o que aconteceu com Lula.

O STF certamente tentará livrar-se da pecha de “dois pesos e duas medidas”.

Por outro lado, o caso Aécio é uma forma de reforçar a nova tese do Direito Penal Brasileiro, lançada por Janot e Joaquim Barbosa, em passado recente.

A prova material é irrelevante.

A PGR considera que um “ato de ofício”, partindo de um político, já configura o crime pela possibilidade do poder ser usado para beneficiar terceiros.

Trocando em miúdos, a manifestação da vontade de Aécio em ajudar interesses de Joesley já o colocaria com réu na ação penal, independente de outras provas.

Isso aconteceu no caso do apartamento do Guarujá, com o presidente Lula.

No passado, o entendimento do STF era outro.

Em 1994, Fernando Collor foi absolvido porque o STF entendeu que ele não tomou nenhuma decisão como presidente em troca da reforma da Casa da Dinda e compra de um Fiat Elba.

Nos meios jurídicos do país há resistências a esse posicionamento da PGR, acatado pelo STF, em razão de consolidar a “criminalização da política”, independente de provas materiais.

Pelo andar da carruagem, se Aécio foi transformado em réu, Michel Temer será com certeza o próximo alvo.

O presidente alega que o seu decreto sobre os portos não favoreceu empresas investigadas, mas esse benefício pode se tornar dispensável, se Dodge denunciá-lo por corrupção.

O jogo começa a ser jogado....

NEY LOPES

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