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RN: 16 PREFEITOS ELEITOS EM 2012 JÁ FORAM CASSADOS



Por Allan Darlyson
Cláudia Regina foi cassada em 2013 por abuso de poder econômico
Cláudia Regina foi cassada em 2013 por abuso de poder econômico
Quase 10% dos prefeitos eleitos no Rio Grande do Norte durante as eleições de 2012 tiveram seus respectivos mandatos cassados pela Justiça Eleitoral. Dos 167 prefeitos que venceram o pleito passado, 16 foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER-RN). Foram realizadas eleições suplementares em oito dessas cidades. Em algumas, a situação jurídica continua instável.
A maior cidade que passou por esse processo foi Mossoró, com a cassação da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM), por abuso de poder econômico e compra de votos no pleito. No Município, foi realizada a eleição suplementar, que culminou com a vitória do então interino Francisco José Júnior (PSD). Cláudia ainda tenta reverter a decisão no Superior Tribunal Eleitoral (TSE), que deverá julgar seus recursos no início de agosto.
Em Ipanguaçu, foi cassado o prefeito eleito pelo PT, Leonardo da Silva Oliveira, pela prática de crimes eleitorais. Na eleição suplementar, realizada no ano passado, foi eleito para o cargo Francisco Geraldo de Paula Lopes, do mesmo partido que o prefeito cassado.
No município de Caiçara do Rio do Vento, o prefeito eleito Francisco Edson Barbosa também foi cassado por ter cometido atos ilícitos no processo eleitoral. Durante o pleito suplementar, foi eleita para o cargo Conceição de Maria Gomes Lisboa Rocha, que exerce a função atualmente.
Outra cassação ocorreu em Serra do Mel, cidade na qual Maria Lúcia de Oliveira foi eleita prefeita e retirada do cargo pela Justiça, acusada de crimes nas eleições. Assumiu o mandato, após vencer o pleito suplementar, o prefeito Fábio Bezerra de Oliveira. O caso de Pedra Grande, onde Marco Luiz Pereira foi cassado e venceu a eleição suplementar Vlademir Valetim Soares Belchior.
Mariana Fernandes foi diplomada prefeita de Luís Gomes (Foto: reprodução/Facebook)
Mariana Fernandes foi diplomada prefeita de Luís Gomes (Foto: reprodução/Facebook)
No caso de Francisco Dantas, a situação ainda instável. O prefeito Gilson Dias (PTB) foi cassado pela Justiça Eleitoral. No pleito suplementar, venceu a candidata Aparecida (DEM), mulher de Gilson, que teve os votos anulados pelo judiciário, sendo considerado o candidato eleito Wandeilton Bezerra (PTB). No entanto, o registro de candidatura dele foi questionado e o processo segue no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cidade é gerida atualmente pelo presidente da Câmara.
As eleições suplementares mais recentes foram realizadas no dia 5 de julho, nas cidades de Luís Gomes, onde foi cassado o prefeito Francisco Tadeu Nunes (PPS) e eleita para o cargo a vereadora Mariana Fernandes (PMDB), e Carnaubais, cidade na qual o prefeito Luiz Gonzaga Cavalcanti perdeu o cargo e teve como substituto eleito Manoel Benevides Júnior (PSB).
Também foram cassados por crimes eleitorais os prefeitos eleitos de Fernando Pedrosa, José Renato da Silva; Caiçara do Norte, Alcides Fernandes Barbosa; Ielmo Marinho, Bruno Patriota Medeiros; Baraúna, Isoares Martins de Oliveira; Olho D’água dos Borges, Breno Oliveira Queiroga; Passagem, José Pereira Sobrinho; e Areia Branca, Luciana Pedroso Bruno. No entanto, continuam no cargo aguardando julgamento de recurso no TSE.
Na cidade de Itajá, o prefeito eleito Licélio Jackson Guimarães também foi cassado, pelo menos motivo que os demais. Assumiu a chefia do Executivo o presidente da Câmara, mas também foi afastado. Comanda a prefeitura atualmente o primeiro secretário do legislativo municipal.
De acordo com a assessoria de imprensa do TRE-RN, ainda não foram marcadas eleições suplementares nos oito municípios em que a briga judicial se encontra nas instâncias superiores. No entanto, frisou que, poderá realizar novos pleitos, dependendo das decisões que ainda serão tomadas pelo TSE.

Jornal de Hoje

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