Estado de hoje, 17, confirma que o PT nacional
decidiu ter candidato a governador no Rio Grande do Norte que é a
senadora Fátima Bezerra.
A decisão assume maior proporção, após o Tribunal Regional Federal da
4.ª Região (TRF-4) ter confirmado a condenação do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, impossibilitando a sua candidatura.
O PT percebe que aliados petistas no Nordeste ameaçam rever acordos
locais com o partido, pela impossibilidade de Lula concorrer.
O exemplo maior é em Pernambuco.
Antes da condenação, Lula incentivava integrantes do partido a apoiar a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB).
Sem o ex-presidente, Monteiro com o pragmatismo empresarial que lhe é
peculiar já intensificou negociações com DEM, MDB e PSDB, adversários do PT no Estado.
Diante disso, o PT quer consolidar candidaturas próprias, além do RN, no Ceará. Piauí e Bahia.
Opinião do blog – Fala-se a “boca pequena” que é um verdadeiro tormento para Fátima Bezerra a hipótese de concorrer ao governo e ser eleita.
Essa seria o seu último desejo na vida pública, por saber
antecipadamente que não teria condições de conduzir o estado no momento
atual de grave crise política e econômica.
Fátima tem compromissos históricos, justamente com grupos, sindicatos
e movimentos que protestam nas ruas contra todo tipo de mudança no RN,
principalmente em relação ao serviço público.
Por outro lado, os petistas que apoiam Fátima ameaçam rever incentivos e isenções, “espantando” a área empresarial.
Num contexto de instabilidade desse tipo, como Fátima governaria o RN, se eleita?
Das duas uma: ou atenderia aos seus “velhos companheiros”, ou trairia os compromissos que tem com eles.
Uma hipótese, ou outra, seria o sepultamento da carreira política de Fátima Bezerra.
Por isso, ela disputará o governo para atender ao PT, com o objetivo
de eleger bancada de deputados e manter a chama acesa do seu nome, porém
de “dedo em figa”, com a firme confiança de que não será eleita.
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