Ney Lopes
Hoje, 16, o presidente falará na 27a Conferência do Clima (COP27), que se realiza no Egito, diante de grande expectativa do resto do mundo.
O que dirá Lula?
Anúncio - É voz geral que o presidente eleito deverá detalhar seu engajamento para lutar contra o desmatamento da Amazônia.
Fala-se, que anunciará a criação do Ministério dos Povos indígenas.
União - Há necessidade de mudança na política ambiental brasileira, diante de dados irrefutáveis.
Entretanto, o que não se pode aceitar é que fiquem atirando pedras só no Brasil.
Há que existir um "mea culpa" e união de esforços.
Esforço - A emissão de carbono em países desenvolvidos, como Estados Unidos, Europa e China, é muito alta e o esforço deles está sendo muito pequeno.
Por isso, não podemos aceitar que o Brasil se transforme em um “bad boy” do ambientalismo internacional.
Desembolso zero - Em negociações anteriores, os países desenvolvidos se obrigaram a desembolsar 100 bilhões de dólares para fazer as compensações e pagar pelos ativos ambientais de regiões do mundo.
O financiamento climático liberado ficou muito aquém.
Desmatamento - Um ponto discordante no possível propósito do presidente eleito Lula é a sua promessa de zerar o zerar o desmatamento na Amazônia.
A legislação permite o desmate de 20% das propriedades privadas nas áreas de floresta.
E exige a preservação de 80%.
Reduzir a "zero" seria sair de um extremo para outro.
Riquezas - O que se defende é a exploração, nos limites da lei, das riquezas da Amazônia. Desmatamento zero significaria milhões de brasileiros passando fome, sem poder explorar essas riquezas, sobretudo minerais e agrícolas. Um crime contra o próprio país.
O exemplo que vem dos Estados Unidos, Austrália, Europa, China, não é este.
Maus exemplos - Estima-se que a Europa Ocidental tenha devastado 99,7% de suas florestas originais.
Em 2010, os Estados Unidos, tiveram o maior percentual de desmatamento do planeta
Preços - No último ano, o preço de alimentos do mundo subiu 30%.
Se tirar o Brasil e com a Rússia envolvida na guerra, o mundo pagará o preço de comida dobrado, ou triplicado.
O grande beneficiado seria o agro negócio dos Estados Unidos, que concorre com o Brasil e cresce dia a dia.
Risco - Diante desses fatos, o presidente eleito Lula não pode “pisar na bola” e abrigar a tese do desmatamento “zero” na Amazônia, que pode até colocá-lo nas luzes da mídia internacional e de ambientalistas ortodoxos, mas sentenciará o Brasil ao atraso e a miséria.
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