COLUNA DO JORNALISTA TÚLIO LEMOS (JORNAL DE HOJE)

Na página 4 desta edição d’O Jornal de Hoje, o leitor acompanha uma entrevista exclusiva com o deputado estadual Kelps Lima, presidente estadual do Solidariedade. Destaque para o interesse dele de disputar a Prefeitura de Natal em 2016 e, dessa forma, é mais um que se coloca como potencial nome para o pleito. Além dele, “já estão” no páreo: o atual prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), o também estadual Hermano Morais (PMDB), o federal eleito Rogério Marinho (PSDB) e a vereadora Amanda Gurgel (PSTU).
2016 II
“Já estão”, entre aspas, porque são candidaturas que tem demonstrado apoio popular e/ou político. Contudo, ainda terão muito o que crescer para ganhar projeção suficiente que os permita disputar o voto dos natalenses. Outros, por exemplo, poderão se aliar, forçando chapas (mesmo contra a vontade de seus potenciais candidatos),
CARLOS EDUARDO
Candidatura mais consolidada dentre as citadas, a de Carlos Eduardo precisará, primeiro, cumprir promessas de campanha. A gestão, ainda bem avaliada socialmente segundo a Prefeitura de Natal, poderá sofrer com a falta de força política em nível nacional para deslanchar. Se chegar no ano eleitoral sem conseguir dar jeito em questões chave, como saúde, asfalto e transporte, a situação não ficará fácil para ele.
MINEIRO
O petista Fernando Mineiro pode ter sido alvo do fogo amigo de Robinson Faria (PSD), que o anunciou como candidato do governador para a Prefeitura de 2016, antes mesmo de 2015 começar. Nessa condição, Mineiro, que já seria vidraça por passar de oposição para situação na Assembleia Legislativa, ficou ainda mais suscetível aos ataques pela condição de pré-candidato a prefeito. Inclusive, pode não ter sido por acaso as discussões já protagonizada entre ele e Kelps na Assembleia nas derradeiras sessões legislativas de 2014.
KELPS LIMA
Partido pequeno, sem família com grande tradição política e sem apoio de grandes caciques, Kelps Lima conseguiu ser um dos deputados estaduais mais votados por méritos próprios, pelo que fez na Assembleia Legislativa em apenas dois anos de mandato. É isso que os eleitores dele pensam, certo? Pois é. Mas é bem verdade, também, que Kelps foi secretário da gestão Micarla de Sousa e, apesar de ter feito o premiado Via Livre, não conseguiu fazer a licitação dos transportes, por exemplo, nem resolver a bilhetagem unificada (sim, naquele tempo já existia isso) e/ou realizar concurso para agentes de trânsito, contribuindo para a mal educação dos condutores potiguares. Além disso, na campanha, recebeu R$ 600 mil do PMDB de Henrique Eduardo Alves para viabilizar sua disputa eleitoral, ou seja, não foi, realmente, um esquecido das oligarquias potiguares.
KELPS II
O que quero dizer com isso: Kelps tem um discurso bom, que contagia os eleitores num primeiro momento, mas o aprofundamento do histórico dele pode enfraquecê-lo numa disputa eleitoral majoritária. Ainda mais se ele não tiver parceiros fortes, dispostos a viabilizá-lo eleitoralmente e blindá-lo, quando necessário. E, para 2016, parece que ele não vai ter essas parcerias.
HERMANO
Candidato do PMDB em 2012, Hermano Morais terá como maior resistência o próprio partido. Afinal, o partido tende para apoiar Carlos Eduardo como forma de se manter na oposição estadual. Ficar ao lado do prefeito de Natal será uma alternativa para a sigla não se enfraquecer ainda mais estando, pela primeira vez, fora do Governo do RN.
ROGÉRIO
Outro que se candidato a Prefeitura de Natal em 2012, Rogério Marinho foi uma das maiores “decepções” da disputa. Começou como um dos favoritos, terminou quase como lanterna. Tem o partido na mão, mas ficando isolado, pode novamente não conseguir viabilizar sua candidatura – ou não fazê-la decolar.
AMANDA
Nome que pode tumultuar a disputa eleitoral pelo Executivo em 2016, a vereadora Amanda Gurgel não descarta a candidatura própria, mas também não a lança. Afinal, para ter chances de se eleger, ela teria que ter parceria com o PSOL, que, atualmente, pode não abrir mão de Robério Paulino, bem votado na disputa pelo Governo. Além disso, concorrendo novamente a Câmara, Amanda teria chance de puxar, mais uma vez, outros “da esquerda” para a Casa Legislativa municipal.

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