COLUNA DE VICENTE SEREJO

 PALCO

NÃO – É sem a menor sustentação a especulação em torno de uma aliança do prefeito Álvaro Dias com o PT de Natália Bonavides. Para os seguidores de Álvaro, seria um suicídio político.

PREÇO – Segundo alguns petistas, com a distância crítica do governo, a governadora Fátima Bezerra paga o preço da falta de quadros técnicos. Militante é bom de grito e não de eficiência.

SURDO – O destaque na bateria da escola Balanço do Morro, das Rocas, foi Odiza Oliveira. A única mulher que segura no compasso do surdo-bola, lento e rouco, a batida do próprio coração.

AGENDA – Vai ser gordo o pós-carnaval do Sebo Vermelho. Já começa com o lançamento da reportagem de Osair Vasconcelos sobre a técnica e a tradição no fabrico da carne seca no sertão.

DÚVIDA – E se a bela alegria do povo brasileiro, num grande carnaval espontâneo e nas ruas, foi a explosão coletiva do alívio, como reza e define a psicologia das massas? E aliviado do que?

PERDA – Natal, perdeu o médico, professor e ex-deputado Lauro Bezerra, membro da confraria que há mais de vinte anos se reúne todas às sextas-feiras, no terraço do restaurante Buongustaio.

POESIA – De Mário de Andrade, inspirador do enredo ‘Brasileia Desvairada’, escola campeã do desfile de 2024, sobre a sua São Paulo, aquela lá de 1922: “Minha Londres das neblinas finas…”.

RESTOS – De Nino, o filósofo melancólico do Beco da Lama, tomando um uísque e olhando a sarjeta da rua deserta: “Nada é mais melancólico do que os restos da alegria jogados no chão”.

CAMARIM

RAMOS – ‘Vidas Secas’, com o timbre de bom gosto da editora Antofágica, nas livrarias do Brasil, dia 20 próximo. Tem textos analíticos de Djavan, Silviano Santiago e Stefhanie Borges, e 60 ilustrações de Adriana Coppio. Marca o domínio público de toda obra de Graciliano Ramos.

MILÍCIAS – Ainda nas livrarias a edição também da Antofágica, o ícone da literatura brasileira: ‘Memórias de um Sargento de Milícias’, de Manuel Antônio Gonzaga. Com uma perda para os seus leitores: não manteve o prefácio de Mário de Andrade na edição da Livraria Martins, 1941.

TAVERNA – Bem cuidada a edição especial de ‘Noite na Taverna’, de Álvares de Azevedo, lançada pela Carambaia. Capa dura, forrada de linho, fímbrias ilustradas, com os exemplares todos numerados, um a um. E com prefácio de Ana Rüsche sobre as alegorias góticas do autor.

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