COLUNA DE VICENTE SEREJO

 PALCO

MEDICINA – A Faculdade de Medicina da Facex deve iniciar ainda este ano. Já a Faculdade da Uni-RN só espera pela conclusão do processo de autorização oficial do Ministério da Educação.

BILHETE – Quando passar o carnaval, Rochinha, brindaremos o frevo saudando a tarde diante desses últimos instantes de pureza do azul sobre esses morros já anunciando o último sol do verão.

COLISÕES – Já nas livrarias, numa edição da Ubu, os novos ensaios do filósofo Vladimir Safatle – ‘Alfabeto das Colisões’. Certamente uma sacada suavemente contundente sobre a própria vida.

HUMOR – De um ex-deputado estadual, ontem, num alpendre farto e frondoso do litoral Sul, entre as serpentinas que anunciavam o carnaval: “Nem os tucanos conseguem explicar o próprio destino”.

MAS – Depois de mais um gole de uísque, acrescentou, curando a dúvida: “O jogo, hoje, de maior afinação, como recomendam os melhores manuais, é o que une Ezequiel Ferreira e Walter Alves”.

SIM! – Quando esta coluna cobra da esfera privada o bom exemplo daquilo que cobra da esfera pública, o faz para que tenha coerência de discurso. Não se pode cobrar aquilo que não se pratica.

POESIA – Do romance ‘Tudo é Rio’, da jornalista e publicitária Carla Madeira, sobre o mistério da dor quando dói nos outros, mas e é inútil: “Não há quem convença um apaixonado com a dor alheia”.

DESVIO – De Nino, o filósofo melancólico do Beco da Lama, dissecando as camadas do poder na noite do beco: “Obreirismo tem dois gumes: pode fazer o líder, mas, às vezes, só o bom obreiro”.

CAMARIM

RETRATO – Aqueles traços vincados e cavados na argamassa do mural de cajus da antiga fábrica de doces, na Salgado Filho, pintados por Aécio Emerenciano, hoje em forma de ruínas, é o retrato da falta de sensibilidade das nossas instituições culturais, se é que nos representam como natalenses.

ESTILO – Alguém, dotado de paciência e boa-fé, precisa ensinar aos guardas da STTU, os nossos especialistas em multa, como deve ser a sinalização dos desvios para que sejam fixados bem antes do ponto inevitável. Talvez, mostrando na prática dos fluxos, eles consigam aprender como se faz.

CARICATURA – Ninguém negaria a Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, a sua capacidade de luta, mas a sua postura como representante do poder legislador há muito tempo passou da boa medida. É caricato transformar o plenário legislador em arena de fúria de um revanchismo caboclo.

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