O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados informou nesta segunda-feira (11) que não representa mais o senador Ciro Nogueira no caso envolvendo o Banco Master.
Segundo o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, conhecido como Kakay, a decisão ocorreu em “comum acordo”.
O parlamentar, que também preside o Progressistas, foi alvo de operação da Polícia Federal na última quinta-feira (7). As investigações apontam que ele teria recebido pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para atuar em defesa de interesses do banco no Congresso Nacional.
Em entrevista à CNN Brasil, Kakay afirmou que o senador não recebeu qualquer tipo de “mesada” do ex-controlador do Banco Master.
“Com certeza esse dinheiro não chegou na conta do Ciro. Eu garanto, em nome do Ciro Nogueira, que não houve mesada”, declarou o advogado.
De acordo com a investigação da PF, os pagamentos mensais variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Os investigadores encontraram trocas de mensagens entre Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, e o ex-banqueiro tratando sobre os valores.
Felipe Vorcaro foi alvo de mandado de prisão temporária durante a quinta fase da operação Compliance Zero.
Segundo a Polícia Federal, os repasses ao parlamentar ocorreriam por meio da chamada “parceria BRGD/CNLF”. A empresa BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, seria a origem dos recursos, enquanto a CNLF Empreendimentos Imobiliários, vinculada ao senador e administrada formalmente por seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, recebia os valores.
Raimundo também foi alvo da operação e teve como medidas cautelares o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar a comarca de residência e suspensão de atividades econômicas e financeiras.
As investigações ainda apontam que o senador teria recebido uma sugestão de emenda parlamentar elaborada pelo Banco Master. O caso envolve a chamada “Emenda Master” (Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023), que buscava ampliar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade.
Fonte: Blog do Gustavo Negreiros
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