A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e investigado por supostas fraudes no Sistema Financeiro Nacional.
De acordo com informações divulgadas pela coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles, a PGR entendeu que não houve apresentação de fatos novos capazes de justificar a celebração de um acordo de colaboração premiada. Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que Vorcaro teria utilizado expressões como “ouvi dizer” em diversos momentos e não apresentou detalhes concretos nem valores relacionados às informações oferecidas.
A Polícia Federal também já havia se manifestado contrariamente ao acordo. Agora, caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), decidir sobre os próximos passos das negociações e sobre a situação prisional do banqueiro.
Atualmente, Daniel Vorcaro permanece preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A PF recomendou sua transferência para outra unidade, enquanto a defesa solicitou prisão domiciliar. Em parecer encaminhado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido da defesa e defendeu que a Corte indique um local adequado para o cumprimento da pena.
Fonte: Metrópoles (coluna de Manoela Alcântara).
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