O América Futebol Clube deverá passar por uma mudança no comando da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Gabriel Carvalho, apontado como principal investidor do projeto, deverá assumir a função de CEO, atualmente ocupada por Victor Arteiro.
A mudança ocorre em um momento de cobranças da associação pelo cumprimento de compromissos previstos nos contratos firmados há três anos. Apesar das pendências envolvendo informações, documentos, prestação de contas, projetos e investimentos, o ambiente entre as partes não é considerado de ruptura.
A expectativa de integrantes do Conselho Deliberativo é positiva em relação à chegada de Gabriel Carvalho ao comando da SAF. O ex-presidente Jussier Santos, que tem feito críticas e cobrado o cumprimento das obrigações contratuais, também vê a mudança com otimismo. A avaliação é de que a presença do principal investidor na condução direta do negócio poderá facilitar o diálogo e contribuir para a solução das questões ainda pendentes.
O relacionamento entre o América e a SAF foi tema central de uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo realizada na noite da última terça-feira (25), no Auditório Humberto Pignataro, na sede social do clube.
O encontro foi conduzido pelo presidente do Conselho, Diogo Pignataro, e pelo presidente do América, Francisco Sobrinho, com a participação de conselheiros e integrantes da Diretoria Executiva. Representantes da SAF não participaram da reunião.
Durante o encontro, a Diretoria Executiva e a Comissão Especial apresentaram um balanço dos três anos de execução dos contratos. Entre os pontos discutidos estiveram dificuldades no fornecimento de informações e documentos, prestação de contas e questões relacionadas a projetos, investimentos e outras obrigações previstas nos acordos.
Segundo Francisco Sobrinho, a SAF já respondeu a parte das cobranças feitas pelo clube e solicitou prazo para atender outras demandas.
Já Diogo Pignataro classificou parte das dificuldades como “lacunas informacionais”, principalmente relacionadas à entrega de documentos e informações consideradas sensíveis. Apesar das cobranças, o presidente do Conselho avaliou que os problemas podem ser solucionados por meio do diálogo entre as partes.
Fonte: Tribuna do Norte.
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