Uma ala do Palácio do Planalto ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descarta, neste momento, a possibilidade de convocação do Conselho da República para tratar da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A proposta de acionar o colegiado foi defendida por aliados do presidente. O advogado e coordenador jurídico da campanha de Lula, Marco Aurélio de Carvalho, confirmou ao SBT News que essa possibilidade foi discutida.
Segundo ele, o presidente poderá buscar, dentro das instituições, alternativas para enfrentar a crise. Apesar disso, interlocutores do governo defendem que o Planalto aguarde a manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a decisão do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues.
A expectativa é de que a AGU questione a decisão e sustente que houve violação de competência, argumentando que cabe ao presidente da República decidir sobre mudanças no comando da Polícia Federal.
Nos bastidores do governo, há preocupação de que a crise no STF tenha impacto político e eleitoral para Lula. O cenário ganhou ainda mais atenção após pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (7) apontar empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno, com ambos aparecendo com 41%.
O Conselho da República é um órgão de consulta e aconselhamento do presidente em situações de crise institucional ou ameaça à democracia. O colegiado é composto pelo presidente da República, vice-presidente, presidentes da Câmara e do Senado, líderes da maioria e da minoria das duas Casas, ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros com notável experiência.
Fonte: SBT News, por Leandro Magalhães.
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