Segundo reportagem publicada pelo portal Metrópoles, os ex-dirigentes do INSS André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho citaram o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi em acordos de delação premiada firmados no âmbito das investigações sobre descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas.
A matéria, assinada pelas jornalistas Andreza Matais e Andre Shalders, informa que anexos das delações abordam a atuação de Lupi à frente do Ministério da Previdência no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
OPERAÇÃO SEM DESCONTO E DEMISSÃO
De acordo com a publicação, Lupi assumiu o ministério em janeiro de 2023 e foi demitido em maio de 2025, dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto, que resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS.
Durante sua gestão, Lupi teria defendido publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, citado nas investigações como beneficiário de valores mensais oriundos do esquema. Posteriormente, Stefanutto foi exonerado.
A reportagem também menciona a indicação de Adroaldo Portal para cargo estratégico na pasta e aponta que o ex-ministro teria sido alertado sobre o crescimento expressivo dos descontos aplicados aos benefícios antes da adoção de providências.
DELAÇÕES TAMBÉM CITAM LULINHA
Ainda segundo o Metrópoles, os delatores mencionaram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A defesa nega envolvimento no esquema.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, que determinou a quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha no início do ano.
QUEM SÃO OS DELATORES
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho era procurador do INSS e servidor de carreira da Advocacia-Geral da União. Ele é acusado pela Polícia Federal de receber valores de empresas ligadas às entidades investigadas.
Já André Fidelis foi diretor de Benefícios do INSS entre 2023 e 2024 e é apontado como responsável por autorizações de acordos que permitiram descontos automáticos em folha.
As investigações seguem em andamento.
Fonte: Metrópoles – Coluna de Andreza Matais.
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