Não é exatamente novidade, mas os bastidores da política potiguar já vinham sinalizando uma aproximação cada vez mais consistente entre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e o vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB). Agora, o que era tratado como especulação começa a ganhar contornos de aliança política com foco nas eleições de 2026.
A informação foi divulgada nesta semana pelo jornalismo da 98 FM Natal, que destacou que o diálogo entre os dois líderes não é recente. Segundo a emissora, encontros e conversas vinham ocorrendo de forma reservada, inclusive um episódio registrado há cerca de dois meses, durante um evento em Portalegre, quando uma imagem de Walter Alves conversando com Allyson Bezerra chamou atenção nos bastidores políticos.
De acordo com a apuração, nos últimos dias as tratativas teriam sido intensificadas por meio de interlocutores, ampliando o nível de entendimento entre as partes. Entre os nomes que acompanham e estimulam esse movimento está o ex-senador José Agripino, presidente estadual do União Brasil, apontado como uma das lideranças diretamente envolvidas nas articulações.
Nos bastidores, a chamada “senha” usada por Walter Alves para deixar o barco da governadora Fátima Bezerra (PT) teria relação direta com o cenário financeiro do Estado. O vice-governador alega que o caixa do governo está fragilizado e endividado. No entanto, como se sabe, na política o fator determinante costuma ser outro: o eleitor.
Se as pesquisas eleitorais continuarem apontando Allyson Bezerra como favorito, Walter Alves — que de ingênuo não tem nada — tende a fazer a leitura mais pragmática possível do cenário. Afinal, em tempos de pré-campanha, rejeição pesa tanto quanto recursos, e protagonismo eleitoral vale mais do que fidelidade partidária.
Fonte: Jair Sampaio
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