Na manhã desta quinta-feira (13), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de uma nova operação da Polícia Federal, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem incluía sua prisão preventiva, que chegou a ser executada, mas foi revogada no mesmo momento.
Apesar da revogação da prisão, Mauro Cid foi alvo de busca e apreensão, e teve celulares recolhidos pela PF. Ele também foi conduzido coercitivamente para prestar novo depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília.
Segundo as investigações, a nova medida se baseia na suspeita de que Cid estaria articulando uma possível fuga do país, com apoio do ex-ministro do Turismo Gilson Machado. O nome de Cid teria sido levado ao Consulado de Portugal em Recife, onde um passaporte português estaria sendo viabilizado.
Essa não é a primeira vez que Mauro Cid é preso. Ele foi detido em maio de 2023 por suspeita de fraudar o cartão de vacinação de Jair Bolsonaro, e voltou a ser preso em março de 2024 por obstrução de justiça, após o vazamento de áudios com críticas ao STF.
O caso está inserido na investigação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, e pode envolver crimes como organização criminosa e atentado ao Estado democrático de direito.
Fonte: 96 FM Natal
Comentários
Postar um comentário