Uma reportagem publicada pela Revista Veja revelou nesta semana que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, mentiu em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a publicação, Cid havia declarado à Corte que não utilizava redes sociais, conforme exigido nos termos de seu acordo de delação premiada. No entanto, mensagens obtidas pela Veja mostram que ele manteve comunicação por meio de um perfil no Instagram, contrariando sua própria versão apresentada oficialmente.
Ainda de acordo com a revista, Cid relatava informalmente que estava sendo pressionado durante os depoimentos e chegou a dizer a amigos que o delegado da Polícia Federal "já tinha a sentença pronta". Essas declarações, feitas em mensagens privadas, contrariam a versão apresentada por ele à Polícia Federal e ao STF.
A revelação pode comprometer o acordo de delação premiada firmado por Mauro Cid, uma vez que a omissão de informações e a mentira ao Judiciário podem levar à anulação dos benefícios legais concedidos. A colaboração do ex-ajudante de ordens foi peça-chave para embasar acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados no caso que investiga tentativa de golpe de Estado.
🔗 Fonte: Revista Veja
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