A Folha de S.Paulo publicou editorial criticando o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a 17 dias do primeiro turno das eleições.
Segundo o texto, a medida terá impacto estimado de R$ 22,7 bilhões em 2027, valor que não estava previsto na proposta de Orçamento enviada pelo governo ao Congresso.
O editorial questiona o momento escolhido para o reajuste e afirma que a ausência de previsão orçamentária levanta dúvidas sobre o planejamento da medida. A Folha também cita o histórico de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo benefícios sociais em períodos eleitorais.
O texto ainda aborda a situação das contas públicas e menciona projeções distintas para o resultado fiscal de 2027. Segundo a publicação, enquanto o governo estima superávit de R$ 18,6 bilhões, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, projeta déficit de R$ 86 bilhões.
Ao final, o editorial reconhece a importância do Bolsa Família para a população de baixa renda, mas defende que os reajustes do programa sejam realizados com planejamento e previsibilidade, e não condicionados ao calendário eleitoral.
Fonte: Blog do BG, com informações da Folha de S.Paulo.
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