A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha conhecimento de que Ricardo Lewandowski prestava consultoria ao Banco Master quando o convidou para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A declaração foi feita durante um café com jornalistas. Segundo Gleisi, não houve qualquer ilegalidade na relação entre Lewandowski e a instituição financeira, nem interferência em apurações envolvendo o banco. A ministra destacou, inclusive, que o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso durante a atual gestão federal.
Gleisi também negou que a saída de Lewandowski do ministério tenha relação com investigações ou operações contra o Banco Master. De acordo com ela, o ex-ministro avaliou que já havia cumprido sua missão à frente da pasta, entendimento que foi acolhido por Lula.
Ainda segundo a ministra, quem deve prestar esclarecimentos sobre o banco são o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e políticos da oposição que apoiaram a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Gleisi afirmou que a maioria dos envolvidos no caso teria ligação com a oposição.
Por fim, a ministra declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro mantinha relação com o Banco Master e que Lewandowski desfez o contrato de consultoria antes de assumir o cargo no governo federal. Ela também cobrou explicações da direita sobre Fabiano Zette, cunhado de Daniel Vorcaro, apontado como um dos maiores doadores das campanhas de Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Fonte: Blog do Gustavo Negreiros
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