O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta mais um foco de desgaste político com o avanço das investigações envolvendo o Banco Master. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, e novas revelações colocam o Palácio do Planalto diretamente no centro do escândalo.
De acordo com informações divulgadas, há registros de reuniões entre Vorcaro, o presidente Lula e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o objetivo de tratar de interesses do banco. O encontro com o chefe do Executivo teria sido articulado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que, segundo denúncias, foi contratado pelo Banco Master como consultor, com remuneração mensal estimada em R$ 1 milhão.
Nos bastidores, a divulgação da reunião é tratada como um “vazamento controlado”, numa tentativa de reduzir o impacto político. A versão apresentada seria a de que Lula defendeu que qualquer discussão sobre o tema ficasse restrita à chamada “área técnica” do governo.
O caso se torna ainda mais sensível com a informação de que o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, teria recebido cerca de R$ 6,5 milhões em contratos de consultoria com o Banco Master antes de assumir o cargo. Segundo as denúncias, os pagamentos mensais giravam em torno de R$ 250 mil e teriam continuado mesmo após sua nomeação, por meio do escritório de advocacia mantido com os filhos.
As conexões entre o Banco Master e figuras centrais do governo ampliam o desgaste político e levantam questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, atuação de lobby e tentativa de blindagem institucional. Com a prisão de Vorcaro e o avanço das investigações, o escândalo ameaça extrapolar o campo financeiro e se consolidar como mais uma crise política no terceiro mandato do presidente Lula.
Fonte: Diário do Poder (via Blog do BG)
Comentários
Postar um comentário